O olhar de Sienna se aguçou, um leve traço de escárnio brilhando em seus olhos.
O rosto de Finn, já tenso, ficou ainda mais rígido.
— Tess... —
Ele claramente tinha mais a dizer.
— Mas já que a Srta. Ember não quer minha ajuda — Sienna a interrompeu, erguendo o queixo —, vamos falar de outra coisa.
Um brilho gélido cruzou seu olhar.
Ela tamborilou na mesa. O som seco ecoou nitidamente pelo escritório silencioso.
— Srta. Ember, pode explicar por que mandou alguém agredir minha filha e levá-la para a delegacia? Pelo que sei, você não se machucou, certo?
— A Srta. Bell também exigiu que qualquer acusação viesse acompanhada de provas.
O sorriso de Sienna se tornou mais afiado. Ela bateu uma pasta sobre a mesa.
— Todos, este é o laudo médico completo da Srta. Ember.
Assim que terminou de falar, os repórteres se agitaram. Câmeras dispararam sem parar, avançando como moscas atraídas por comida.
Tess, Raven e Lyra mantiveram o olhar frio.
Era um relatório do Hospital Primal de Aetheris.
A cor sumiu do rosto de Tess.
— Os laudos do Hospital Primal de Aetheris só podem ser acessados pelo paciente ou familiares autorizados. Como conseguiu isso?
A voz de Finn cortou o burburinho, baixa e ameaçadora.
Não era o Hospital Privado do Grupo Lock, mas ele ainda detinha a maior parte das ações.
Vazar informações de pacientes? Isso era uma violação grave.
Jolie assistia ao caos com olhos cintilantes de excitação. Ela sorriu de lado. — Tess, o que mais tem a dizer? O laudo mostra que você não se machucou. Fez tudo de propósito!
O rosto pálido de Tess ficou ainda mais lívido, como uma flor frágil tremendo sob a tempestade.
Ela mordeu o lábio, que ganhou um tom suave de rosa. — Se você diz que fiz de propósito, então me diga: por quê? O que eu ganharia com isso?
Jolie não soube responder.
Sienna lançou um olhar à filha, incentivando-a a continuar.
— Eu... você...
Jolie gaguejou, incapaz de dar uma resposta verdadeira.
Tess forçou um sorriso, e seus olhos límpidos percorreram todos na sala.
Mas antes que pudesse falar, Jolie disparou:
— Claro que é inveja! Você me detesta! Naquela época, você não parava de importunar o Sr. Stone. Fui eu quem te impediu, e não fui nada gentil. Gente como você é mesquinha e nunca esquece!
Ela ergueu o queixo, o peito subindo e descendo, como se acreditasse em cada palavra.
Os olhos de Tess brilharam com um frio divertimento.
Raven conectou o pen drive ao laptop e virou a tela para todos.
O áudio não era dos melhores, mas o vídeo estava claro.
Um grande SUV avançou direto contra o carro de Tess.
A frente do carro de Tess se amassou com o impacto. Lá dentro, Tess estava caída sobre o volante, imóvel.
O SUV não foi embora. Esperou... observando.
Então a porta do motorista se abriu. Uma pessoa desceu. A câmera capturou seu rosto nitidamente. Era Jolie.
O vídeo terminou ali.
Tess semicerrrou os olhos e sorriu.
— Então, é assim que estou incriminando sua filha? Por acaso forcei a mão dela ao volante para me atingir?
Lyra avançou e disparou:
— Jolie, isso é tentativa de homicídio. Tess está viva hoje por sorte.
Ela se voltou para os repórteres:
— E vocês, veículos de imprensa irresponsáveis, começaram a espalhar teorias absurdas, distorcendo fatos e propagando mentiras. Estão se tornando um perigo para toda a indústria!
Seu rosto ficou vermelho de raiva; até o pescoço corou.
O rosto de Jolie empalideceu. Seu corpo tremia, e ela agarrou a manga de Sienna, tomada pelo pânico.

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