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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 656

O último andar era onde ficava o escritório de Tess.

— Onde está sua nova CEO e presidente?

— Senhora Ember! Ouvimos dizer que você mandou alguém machucar a herdeira da Reagen Corporation! Você a acusou de ter te atropelado com o carro, mas também ordenou que seus funcionários a agredissem. Isso é verdade?

— Tess, pare de se esconder!

...

Os gritos do lado de fora ficavam cada vez mais altos.

O rosto de Raven escureceu. Ela cerrou o maxilar com tanta força que quase fez um estalo. — Vou lá fora mandar eles embora!

Ela estava pronta para sair, mas Prunella segurou seu braço a tempo. — Senhora Moreno, não faça isso! Eles estão procurando pela Senhora Ember. Se você sair agora, será o próximo alvo deles!

Lyra correu até ela e pressionou o ombro de Raven. — Prunella está certa. Fique calma.

— Ficar calma? Como eu deveria ficar calma?!

Os olhos de Raven ardiam de raiva. Ela queria mais do que tudo arrastar Jolie para fora e acabar com ela.

— Eu devia ter colocado juízo naquela garota quando tive a chance!

Ela tentou se soltar do braço de Prunella, mas não tentou sair novamente.

Ninguém esperava que Jolie fosse tão cruel, ainda tão jovem. Ela machucou alguém e agora distorceu a história, enviando repórteres para atormentá-los.

— Se você sair agora, vai dar exatamente o que eles querem — disse Tess, com calma.

Ela lançou um olhar para Raven. Sua voz fria acalmou um pouco a fúria da colega.

— Mas o que fazemos agora? O pessoal da Reagen Corporation vai chegar a qualquer momento! Assim que sairmos desta sala, haverá câmeras por toda parte. Nem podemos conversar em particular. O que isso faz de nós?! — A voz de Raven tremia de humilhação e raiva.

Tess entendeu o que mais a magoava. Os Reagen tinham passado dos limites.

— Não deixe isso te afetar. Não fizemos nada de errado. Se as câmeras estiverem gravando, só significa que não temos nada a temer — disse Tess, firme e serena.

Só o tom dela já fazia todos respirarem mais aliviados.

Prunella olhou para ela novamente.

Tess já tinha um filho e, comparada aos diretores da empresa, era jovem e nova no mundo dos negócios. Mas sua postura era admirável. Prunella ficou impressionada.

— Isso mesmo — concordou Prunella, assentindo. — Quem não fez nada errado, não precisa se esconder.

Lyra cruzou os braços, o rosto fechado. — Mas a mídia claramente foi enviada pelos Reagen. Isso significa que estão contra nós. E não sabemos o que querem discutir hoje. Essa é a primeira incerteza. E a segunda: podem distorcer tudo o que dissermos. Alguns veículos editam como bem entendem.

Lyra parecia tensa.

Tess franziu a testa, batendo de leve na mesa. — Então ligue para os repórteres que não nos procuraram. Traga-os aqui rápido.

— Estou aqui desde sempre. Mesmo que a presidência tenha passado do meu pai para Tess, ainda trabalho aqui. E como Tess é nova no cargo, achei que poderia ajudar a explicar como as coisas funcionam.

Nadine sorriu docemente, inocente e sincera na superfície.

Olivia franziu levemente a testa. Claramente não queria conversar mais, então fez um gesto com a mão, como quem diz que entendeu.

Mas quando ia entrar, Nadine correu para bloqueá-la. — Tess pediu para eu esperar vocês aqui. Tia-avó Olivia, você deve estar aqui para ajudar ela a conversar com os Reagen, certo? Eles ainda não chegaram, e está cedo. Tess me pediu para levar vocês a uma cafeteria próxima para tomar café da manhã.

Ela parecia respeitosa e desempenhava perfeitamente o papel de jovem educada.

Olivia franziu a testa novamente.

Abel levantou o telefone, pronto para impedir tudo aquilo. Mas antes que pudesse falar, Olivia sorriu gentilmente. — Claro. Estou com fome mesmo.

Abel estreitou os olhos.

Tess tinha acabado de ligar. Não era possível que ela tivesse mandado eles tomarem café.

Mas Olivia se virou para ele, ignorando o olhar de pânico, e sorriu. — Jovem, café da manhã vem primeiro. Você também vai.

Abel abriu a boca, mas um olhar afiado de Olivia o fez engolir as palavras. Assim, os quatro seguiram Nadine até a cafeteria.

Eles atravessaram dois cruzamentos.

— Ainda não chegamos? — Olivia finalmente perguntou, já perdendo a paciência.

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