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Grávida e presa, ela voltou para se vingar romance Capítulo 579

Na terceira vez que Nadine tentou ligar, não houve resposta. Kylie pressionou os lábios ressecados.

“Se não atende, esquece... Pare de ligar, Nadine”, murmurou.

Sua voz estava completamente sem força, e seus ombros caíram como se todo o ar tivesse sido retirado dela.

Nadine soltou um suspiro de alívio e já ia desligar quando, de repente, a ligação foi atendida.

“Mãe! O pai atendeu!”

Ela exclamou, surpresa. No mesmo instante, Kylie, que há poucos momentos parecia sem vida, pareceu se animar novamente.

Um brilho surgiu em seus olhos enquanto ela olhava para o celular com intensidade. Nadine entendeu o pedido silencioso naquele olhar e falou rapidamente.

“Pai! Finalmente atendeu. A mãe estava...”

“Nadine. Venha aqui.”

O tom de Henry era firme e urgente. Nadine congelou por um momento e lançou um olhar para Kylie.

Como esperado, o brilho nos olhos da mulher desapareceu novamente.

Nadine forçou um sorriso tenso.

“Pai? O que aconteceu? O senhor parece chateado. Estou com a mãe agora. Estávamos falando sobre aquele dia em que...”

“Não me ouviu?”

A voz dele a interrompeu de forma brusca, cheia de impaciência. Em seguida veio o tom final.

“Se não consegue entender palavras simples, então nem precisa mais me ligar.”

A ligação foi encerrada.

O rosto de Nadine endureceu. Ela se virou para Kylie, sem saber o que dizer.

A mulher lhe deu um sorriso frágil e fez um gesto fraco com a mão.

“Já que seu pai pediu, vá. Não se preocupe comigo.”

Nadine hesitou por um instante, mas vendo que Kylie continuava imóvel, concordou.

“Mãe, vou falar com o pai e acalmá-lo. Ele deve estar lidando com algo urgente. Vou resolver isso.”

Com isso, pegou a bolsa e saiu. Assim que entrou no carro, ligou para Henry novamente.

“Pai, o que aconteceu?”

“Nicholas e a esposa dele desapareceram.”

A voz de Henry estava sombria. Nadine pisou no freio com tanta força que quase bateu o carro em um muro.

“O quê?”

Ela foi direto para o apartamento.

O lugar estava silencioso. Shannon estava sentada no sofá segurando Kaleb. Ela havia acabado de receber alta do hospital e ainda estava fraca. Seu corpo a fazia parecer ainda mais frágil.

Nadine parou de repente, incapaz de reconhecer por um momento naquela mulher pálida e abatida a elegante Shannon de antes.

“Pai, o senhor nunca teve nenhuma rivalidade com ele. Por que...”

Ela parou no meio da frase. A compreensão brilhou em seus olhos.

“Tess!”

O nome escapou de seus lábios.

“Tem que ter sido ela... Foi ela quem mandou o Steven fazer isso!”, disse Nadine entre os dentes.

A expressão de Henry endureceu. Ele já suspeitava disso. Um brilho frio surgiu em seus olhos.

“Os Larsons ainda estão em Aetheris. Não podemos entrar em confronto direto com ela. Fui até o apartamento dela ao amanhecer para verificar pessoalmente. Não havia nada suspeito.”

Ele pressionou as têmporas, com a frustração marcada em cada linha do rosto.

“Isso não faz sentido”, Nadine murmurou.

“Se ela os levou naquela noite, deve ter encontrado outro lugar para escondê-los. Além do seu aparamento, que outro lugar ela poderia usar para abrigar aquela família?”

Quanto mais Henry pensava, mais seu humor piorava. Ele passou o braço pela mesa, espalhando os papéis pelo chão.

“Como vou saber? Fui lá sem avisar, mas eles já tinham sumido. E aqueles idi*tas da fábrica não conseguem nem fazer uma busca direito!”

Seu temperamento explodiu. Entre xingamentos, ele contou rapidamente o que tinha visto na propriedade da família Ember.

Nadine recuou um pouco, assustada com a fúria do pai. Seus ombros se encolheram, e o medo em seus olhos era evidente.

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