Duncan franziu a testa depois deu de ombros. “Como vou saber? Dei uma volta depois do jantar, voltei para o meu quarto e apaguei. Não faço ideia se ele chegou a voltar.”
O lugar inteiro voltou a ficar em silêncio.
O rosto de Henry escureceu, seu maxilar estava tenso.
“O que mais você sabe?”, ele perguntou, virando-se para a pessoa atrás dele.
O rosto da figura estava escondido na sombra, mas o brilho de crueldade fria em seus olhos era evidente.
“É tarde demais, Steven já o levou”, a pessoa disse de forma direta.
O rosto de Henry se contorceu.
“Você me disse que a Tess armou isso. Ela não é capaz de algo assim. Como ela sequer saberia sobre essa fábrica?”
“Ela não saberia... Mas as pessoas ao redor dela saberiam. Steven é um dos maiores especialistas em pesquisa. O mais novo protótipo de drone dele consegue escanear através das paredes. Acha que ele não conseguiria encontrar este lugar?”, a pessoa respondeu com um sorriso de desprezo.
O peito de Henry apertou, e o pânico começou a surgir.
“Então o que faço agora?”
A figura mascarada não respondeu de imediato. Em vez disso, voltou-se para Duncan e o analisou de cima a baixo.
Depois de uma pausa, aproximou-se até ficar bem diante dele.
“Realmente não sabe para onde ele foi?”
Duncan observou aquela figura estranha e baixa.
A voz soa... Como a de uma mulher?
Ele fez um bico, fingindo não se importar. Ele era bom nisso, agir como um idi*ta mimado.
“Como eu vou saber?”, disse, colocando as mãos na cintura e levantando a voz como um pirralho.
“Já falei, eu estava dormindo! Ele é só um funcionário novo. Espera que eu fique de babá dele a noite inteira?”
Os trabalhadores ao redor olharam incrédulos.
Eles já tinham visto Duncan agir com arrogância com outros funcionários antes, ele conseguia se safar porque o tio dele trabalhava na gerência, mas responder daquele jeito ao próprio chefe? Aquilo era novidade.
Os olhos de Jackson se moveram nervosos. Ele correu para frente, tentando acalmar a situação.
“Sr. Ember, por favor, não leve para o lado pessoal. O Duncan é mimado, vou colocá-lo na linha depois.”
Enquanto falava, ele lançou um olhar cauteloso para a figura baixa e mascarada.
Henry já estava de péssimo humor, e a atitude de Duncan só piorava tudo.
“Jackson, se trouxer mais um idi*ta como esse para a minha fábrica, pode arrumar suas coisas e sair junto com ele!”
O rosto de Duncan ficou vermelho de raiva.
Tudo o que ele conseguia pensar era que esperava que Steven não se esquecesse dele quando tudo aquilo terminasse.
Quando finalmente reuniu coragem para levantar a cabeça, Henry e a figura mascarada já tinham ido embora.
Jackson finalmente soltou o ar e rapidamente puxou Duncan para fora da área.
“A fábrica está cheia de câmeras”, disse Jackson, com a voz tensa. “Henry estava irritado demais para verificar agora, mas quando ele fizer isso, estaremos acabados. Você precisa entrar em contato com o Steven, rápido!”
Sob as luzes que piscavam, o suor brilhava em sua testa.
O estômago de Duncan afundou. Ele sabia que aquilo era ruim. Muito ruim.
Jackson nunca ficava sério assim a menos que a situação fosse urgente.
“Entendi! Vou ligar para o Steven assim que voltar”, disse Duncan.
Quando ele retornou ao dormitório e acendeu a luz, faltavam menos de três horas para o amanhecer.
Ele hesitou por um momento e então decidiu dormir algumas horas primeiro.
A manhã chegou rápido.
A janela não tinha sido fechada completamente, e uma brisa fria entrou, acordando-o.
No segundo em que abriu os olhos, ele pegou o celular e ligou para Steven.

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