“Não precisa se apressar em nos expulsar. Estamos esperando alguém e depois vamos embora”, disse Olivia, erguendo a sobrancelha.
Então ainda vai chegar mais pessoas?
Nadine começou a se tremer inteira, até a cama balançou.
Os olhos dela se arregalaram. Não conseguia acreditar que aquelas mulheres tinham coragem de agir assim dentro de um hospital.
Ela bateu com força no botão de chamada, e o alarme do lado de fora soou alto: “Quarto 8 chamando!”
O coração dela disparou, mas o som trouxe um mínimo de alívio.
“Esperem só! Como ousam causar confusão num hospital? Não vão sair impunes!”
Ela ergueu o queixo, com orgulho.
Olivia encarou aquele rostinho presunçoso e sentiu-se irritada, não importava de que ângulo olhasse.
Ela trocou um olhar com Violet.
Kylie disse que eu ia gostar da adotada quando a conhecesse.
Aham. Gostar a ponto de dar um tapa, talvez.
Olivia cerrou os dentes, e seus olhos pararam nos hematomas no braço de Nadine.
Então alguém já deu uma lição nela? Não é à toa que está internada. Bem feito.
Olivia revirou os olhos por dentro, embora seu rosto continuasse frio e indiferente.
Violet, por outro lado, permanecia elegante e composta, mas seu olhar era cortante como gelo. No instante em que viu Nadine, o ar pareceu congelar.
A equipe do Hospital Primal realmente era eficiente. Poucos segundos depois de apertar o botão, três enfermeiras entraram às pressas no quarto.
“O que aconteceu, senhora Nadine? Está sentindo dor?”
A voz da enfermeira-chefe era educada, porém tensa, mas ela travou ao ver a cena.
“Ah…” Hesitou, alternando o olhar entre as mulheres, até se voltar para Nadine. “O que está acontecendo aqui?”
Furiosa, Nadine atirou o copo da bandeja. “Essas duas vieram causar confusão! Tirem elas daqui!”
“Não fizemos nada. Só estamos esperando alguém”, disse Olivia friamente, recostando-se na cadeira de visitas como se fosse dona do lugar.
A postura calma e despreocupada fez as enfermeiras hesitarem.
Olivia ainda parecia firme e imponente, mas os fios grisalhos denunciavam a idade. Se tentassem forçá-la a sair e ela se machucasse, o problema seria delas.
Além disso, as duas realmente não tinham feito nada. Só estavam ali, esperando.
“Senhora Nadine, você as conhece?”, perguntou uma das enfermeiras com cuidado.
Os nervos estouraram quando ela agarrou um travesseiro e começou a bater na cama, encarando as enfermeiras com fúria.
“Vocês querem mesmo manter seus empregos? Meu pai é o CEO do Grupo Ember, e minha mãe é uma Larson de Kingsland! Se algo acontecer comigo, vão se arrepender!”
Sua voz saiu aguda, e trêmula de ódio.
Olivia e Violet trocaram um longo olhar.
“Então essa é a filha adotiva dos Ember? Pelo menos sabe usar bem o peso do nome, pelo visto”, disse Olivia com frieza.
O tom de Violet veio carregado de sarcasmo.
O rosto de Nadine ficou vermelho. “E daí? Quem pensam que são? Quem mandou vocês aqui?”
A raiva queimava tanto que beirava a histeria, mas Violet continuou calma e elegante.
Ela sorriu de leve. “Você vai descobrir em breve.”
No mesmo instante, uma voz soou no corredor, urgente e aflita. “O que está acontecendo aqui? Por que estão bloqueando a porta?”
“Nadine? O que houve?”
Kylie apareceu à entrada do quarto, segurando a bolsa com força enquanto espiava para dentro, os olhos arregalados de preocupação.

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