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Grávida e "Morta": O Arrependimento do CEO romance Capítulo 411

O coração de Noémia pareceu ter sido espetado por uma agulha.

A razão lhe dizia que aquele era o filho de Carla e, se quisesse vingar sua filha, deveria matá-lo.

Mas quando seu olhar encontrou os olhos marejados dele, todos os impulsos desapareceram sem deixar vestígios.

Ela tentou convencer a si mesma novamente: era apenas uma criança.

E os ressentimentos da geração anterior não deveriam ser jogados sobre a próxima, caso contrário, quando esse ciclo de vingança terminaria?

Dois pensamentos puxavam e repuxavam em sua mente. Incapaz de decidir no momento, ela simplesmente fechou os olhos, deixando seu corpo tremer levemente.

Ela não era Carla, não conseguiria matar inocentes de forma indiscriminada.

Especialmente porque aquela criança lhe dava uma inexplicável sensação de familiaridade, tornando difícil agir contra ele.

O garotinho, vendo-a fechar os olhos para reprimir a intenção assassina que emanava dela, não pôde deixar de dobrar os joelhos, arrastar-se dois passos para frente e estender a mão para puxar a barra da roupa dela.

O corpo de Noémia tremeu ainda mais, e ela esbravejou baixinho, com a voz rouca: — Saia, e não ouse aparecer na minha frente de novo.

Theo teve tanta dificuldade para encontrar alguém que se importasse com ele e o protegesse, como ele iria embora tão facilmente?

Ele não queria voltar para a família Pinto.

Aquele pai não era o seu pai, e ele também não tinha mãe.

Em vez de ficar naquela casa fria, era melhor ser um pequeno mendigo de rua, pelo menos seria livre.

— Eu ouvi sua ligação com a tia Camila agora há pouco. Se não quiser que aquela pessoa saiba que você ainda está viva, eu posso te ajudar.

Noémia abriu os olhos abruptamente, franzindo a testa enquanto o encarava.

Ela sabia que "aquela pessoa" de quem ele falava era Tomás, e também sentia vagamente que aquele garoto poderia ajudá-la a se livrar da vigilância de Tomás.

— Por que você quer me ajudar?

O menininho apertou os lábios e disse, cauteloso e tentando agradar: — Não tenho outro pedido, só espero que concorde em ser minha mãe por alguns dias.

O rosto de Noémia escureceu novamente.

O quão desesperada ela teria que estar para ser mãe a ponto de concordar com o pedido dele?

Fazer o filho de Carla chamá-la de mãe a mataria de nojo.

— Mude para...

Antes que ela pudesse terminar a frase, o garotinho levantou a cabeça de supetão e a interrompeu: — Eu posso fazer com que vocês saiam da Cidade do Mar em segurança, sem serem incomodadas por Tomás.

As sobrancelhas de Noémia se franziram ainda mais.

— Espere por minhas ordens amanhã.

Dito isso, ela se virou, pronta para sair.

O menininho a abraçou de repente e, com uma expectativa oculta, perguntou: — Posso te chamar de mãe?

Noémia olhou para ele friamente e espremeu duas palavras por entre os dentes: — Não pode.

Mais tarde, sempre que via seu filho deitado na cama de hospital à beira da morte, ela se lembrava daquele "não pode" que disse naquele dia, e seu coração doía como se estivesse sendo cortado por uma faca.

Será que Deus achou que ela fora implacável demais e, por isso, a privou completamente do direito de ouvir seu filho chamá-la de "mãe"?

Mas não havia remédio para o arrependimento no mundo, e ela perdeu a única chance de se reconectar com o filho.

Claro, isso é história para depois.

...

No dia seguinte.

Noémia fez Camila levar Dolce a um hospital particular na Zona Leste para aguardar, enquanto ela mesma se disfarçou e assumiu uma nova identidade para ir até lá.

Com um rosto desconhecido, mesmo que Tomás aparecesse, não a reconheceria.

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