O jovem mestre da família Barros havia sido atropelado por um carro há meio ano. Quando deu entrada no hospital, estava prestes a dar o último suspiro.
Mais tarde, com o auxílio das melhores equipes médicas, conseguiram, a muito custo, salvar a vida dele.
Porém, devido ao grave traumatismo craniano que afetou o sistema nervoso central, ele permanecia em coma.
Claro que esse chamado "coma" era apenas um termo eufemístico dado pelos especialistas para amenizar a dor do Presidente Barros.
Na realidade, o jovem mestre Barros estava em estado vegetativo e não tinha esperanças de acordar nesta vida.
E se houvesse, a probabilidade seria menor que uma em mil.
Isso era uma ferida aberta no coração da família Barros, como uma nuvem negra pairando sobre suas cabeças que não havia se dissipado nos últimos seis meses.
Os cantos da boca do Presidente Barros tremeram violentamente duas vezes.
Normalmente, seus colegas de trabalho evitavam tocar no assunto, com medo de pisar no seu calo.
Mas esse rapaz foi direto ao ponto e meteu a faca logo de cara. Seu coração doeu profundamente.
Mas, frustrantemente, ele não podia explodir.
Não apenas não podia explodir, como ainda precisava agir com simpatia.
— Suspiro, meu filho estava fadado a passar por essa provação. Isso é o destino. Obrigado pela sua preocupação, jovem amigo.
Tomás lançou-lhe um olhar de relance e respondeu com naturalidade: — Eu acabei de me lembrar disso hoje, e nem prestei muita atenção nisso. Não se culpe.
Presidente Barros: — ...
Esse cara era venenoso?
Por que ele esfaqueava justo onde mais doía?
Quando foi que ele disse que se sentia culpado? Apenas concordou com ele por pura cortesia.
Além do mais, se ele "nem prestou muita atenção", por que diabos veio correndo para provocá-lo?
Estava prestes a mencionar a falecida Srta. Noémia para retrucar, mas as palavras pararam em sua garganta.
Não seja impulsivo, não seja impulsivo.
Há pontos fracos de certas pessoas que não podem ser tocados de forma leviana.
Não valia a pena ofender aquele gigante do mundo dos negócios só pelo prazer momentâneo de uma resposta.
— Jovem amigo, é melhor que diga o motivo de sua visita. Se continuarmos conversando assim, meu velho coração vai começar a falhar.
Maximilian havia salvado a Rainha do Egito, então a Rainha certamente saberia o contato dela.
Como o Presidente Barros tinha certa amizade com a Rainha, se ele prometesse algo, a Rainha provavelmente consideraria apresentá-lo a Maximilian.
Porém, essa tal "promessa", se desse errado, o destruiria para sempre.
Ao pensar nisso, o Presidente Barros riu de pura indignação.
O sujeito na sua frente também mantinha contato com a Rainha do Egito. Contudo, em vez de pedir o favor ele mesmo, jogava essa bomba em suas mãos.
O cara tinha medo de ficar devendo um favor à Família Real Egípcia, mas achava que ele não teria medo?
Um completo desgraçado. Não era à toa que a Srta. Noémia, naquela época, preferiu a morte a continuar com ele.
Isso era ir longe demais!
Tomás admirou as mudanças na expressão do velho, sem apressá-lo, apenas bebericando elegantemente seu chá, à espera da resposta.
Ele sabia que o velho não ousaria recusar.
A menos que quisesse ser deposto de seu cargo mais cedo.

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