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Grávida do meu acompanhante bilionário romance Capítulo 2

KATHERINE

— Katherine, honestamente, talvez seja melhor você não vir. — A voz de Amy do outro lado da linha era doce, daquele jeito enjoativo que ela usava quando queria me destruir com um sorriso no rosto.

Apertei o celular com tanta força que meus nós dos dedos ficaram brancos.

— É o jantar de ensaio do seu casamento, Amy. Eu sou a irmã da noiva.

— Exatamente — suspirou ela. — E o Jeffrey vai estar aqui com a Irina. Mamãe está preocupada que você faça uma cena ou... bem, que todos olhem para você com pena. A pobre Kat abandonada que nunca superou. Vai estragar as f

— Ninguém vai ter pena de mim, Amy.

— Ah, por favor, Kat. Você está solteira há dois anos, morando nesse apartamento caindo aos pedaços e fazendo bicos. O Jeffrey é o convidado de honra. Vai ser constrangedor ver você sozinha no canto enquanto ele brilha. Fique em casa, peça uma pizza. É mais a sua cara.

A humilhação foi o gatilho. A mentira saiu da minha boca antes que eu pudesse processar o risco.

— Eu não estou solteira.

Houve um silêncio do outro lado da linha.

— O quê?

— Estou namorando — continuei, a adrenalina assumindo o controle. — Um homem incrível. Um investidor. Ele é... dono de metade de Detroit. E ele vai comigo hoje à noite.

Amy soltou uma risada curta e descrente.

— Duvido. Você não consegue nem pagar o aluguel, quanto mais atrair um homem desses. Mas quer saber? Se esse príncipe encantado existe, traga-o. Eu adoraria ver você tentar sustentar essa mentira na frente do Jeffrey.

Ela desligou na minha cara.

Fiquei encarando a parede descascada do meu apartamento, sentindo o gosto metálico da bile na boca. Minhas mãos tremiam, mas não era de medo. Era de ódio.

Eu precisava ir. Não era mais uma escolha. Se eu ficasse em casa, estaria assinando embaixo de cada mentira que Jeffrey contou sobre mim — que eu era instável, obsessiva e patética.

Caminhei até o armário e puxei o vestido que eu guardava em um saco protetor. Um vestido preto, longo, com uma fenda lateral indecente e um decote nas costas que gritava perigo. Eu o comprei numa liquidação, gastando o dinheiro da conta de luz, para um momento de guerra como este.

Vesti o vestido como quem veste uma armadura. Calcei os saltos agulha que me davam dez centímetros de altura e uma postura de rainha. Peguei minha bolsa, onde o dinheiro das minhas últimas economias estava guardado em um envelope, e chamei um Uber.

Ele era alto, muito mais alto do que eu imaginava, com ombros largos que esticavam o tecido de um terno escuro impecável. O corte da roupa gritava "feito sob medida na Itália", ajustando-se ao corpo dele com uma precisão quase pecaminosa. O cabelo escuro estava levemente desalinhado, como se ele tivesse acabado de passar a mão por ele em um gesto de impaciência, o que só o tornava mais atraente.

Mas foi o rosto dele que fez minhas pernas fraquejarem.

Era um rosto de linhas duras, severas. Maxilar marcado, coberto por uma barba rente aos maxilares, e lábios firmes que não pareciam acostumados a sorrir por educação. Havia uma aura de poder exalando dele, uma gravidade própria que fazia as pessoas ao redor se curvarem inconscientemente.

Ele parecia perigoso, caro, e o tipo de homem que poderia destruir a vida de uma mulher apenas estalando os dedos.

Uma onda de calor, inapropriada e avassaladora, subiu pelo meu corpo. Não era alívio por ele ser bonito. Era atração. Pura, visceral e química.

Ele levantou os olhos do relógio e me fitou, examinando-me de cima a baixo com uma lentidão deliberada, parando no meu decote, descendo pela fenda do vestido e voltando para os meus olhos. Não foi um olhar de avaliação profissional de um acompanhante checando a cliente, e sim de predador avaliando a presa.

Meu coração disparou contra as costelas. Jeffrey, com seus ternos pastéis e sorrisos polidos, parecia um menino de recados comparado àquele homem.

Endireitei a coluna, tentando ignorar o fato de que meu namorado falso me intimidava mais do que a minha própria família. Eu tinha pagado por ele. Ele trabalhava pra mim. Eu estava no comando.

Engoli em seco e comecei a caminhar em direção a ele, torcendo para não tropeçar nos meus próprios pés e arruinar a única chance que eu tinha de calar a boca da minha irmã.

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