Valentina Campos sempre quis vir a este restaurante comer. Já tinha mencionado isso várias vezes para Lucas, mas, infelizmente, nunca vieram. Hoje que, a muito custo, ele conseguiu arranjar tempo, Valentina ficou super feliz e o abraçou o caminho inteiro, agindo de forma dengosa nos seus braços.
Ao passarem pela entrada, ela subitamente ficou atordoada, ao notar que aquela figura que acabara de ver se parecia com Júlia.
Porém, quando se virou de novo, a figura já havia se distanciado, dificultando a sua visualização.
Lucas notou que ela parecia diferente e perguntou, com a voz suave: — O que aconteceu?
Valentina hesitou por um segundo, e acabou falando: — Eu acho que acabei de ver a Júlia.
Logo depois, ela apontou na direção por onde a figura tinha ido.
Lucas lançou um olhar rápido, tirando os olhos de seguida, e afirmou: — É impossível que seja ela.
— Mas eu achei mesmo parecido.
Lucas novamente assegurou: — Não pode ser ela. Pelo que eu a conheço, a esta hora ela está na empresa fazendo hora extra ou trabalhando em casa. É impossível que tenha saído para jantar. Além disso, ela não teria condições de frequentar um lugar tão luxuoso.
Valentina acalmou-se: — Hum, você tem razão.
Lucas deu um tapinha no nariz dela: — Vamos embora, não se preocupe com isso. Este não é o restaurante a que você sempre quis vir? Vá ver o que quer comer.
Júlia inicialmente tinha planejado acompanhar o Sr. Carvalho até o carro, mas, ainda a uma certa distância do veículo, ele não permitiu.
Júlia não insistiu, e assim que o carro se afastou, ela virou-se e foi embora.
Dentro do carro, Dante Tancredi repousava de olhos fechados, e Carlos Carvalho, com as costas retas, falou com muito cuidado: — Sr. Tancredi.
Dante não respondeu; continuava de olhos fechados.
Carlos estava na dúvida sobre o que ele pensava e, tentando novamente, perguntou: — Precisa que eu repita, palavra por palavra, o conteúdo da minha conversa com a Srta. Viana?


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