Júlia não conseguia entender aquelas algumas palavras sem sentido, e nem queria se esforçar para entender; depois de ler, simplesmente tocou para apagar a mensagem.
Cinco minutos depois, Lucas a contatou novamente, mas desta vez, por telefone.
Logo de cara, disse friamente:
— Não viu o WhatsApp que mandei?
Júlia não queria brigar com ele:
— Vi sim.
— E você vê e não responde?
— Que endereço?
— O que você acha? Não foi você que pediu para a vovó ontem?
Após ser lembrada por ele, foi então que Júlia se recordou: a avó parecia ter mencionado sobre os dois irem juntos à mansão no dia anterior. Mas, por não estar disposta a ir, ela não guardara a ideia na mente.
— Eu não pedi isso para a vovó, nem preciso, não precisa vir me buscar, e não vou mandar o endereço.
— O que foi? Você acha que eu iria pessoalmente buscá-la? — Lucas rapidamente capturou as palavras dela e começou a ser sarcástico. — Você está pensando demais, claro que eu providenciei um motorista.
Júlia não tinha paciência para brigar com ele:
— Então não mande o motorista.
— Júlia, não acha que está exagerando? — Lucas deu uma risada fria. — Fazer-se de importante tem limite. Se você quer que eu vá buscá-la pessoalmente, saiba que ainda não tem essa moral toda.
Júlia não tinha a menor ideia de como ele havia chegado àquela conclusão, e respondeu de forma fria:
— Eu nunca pensei nisso.
Antes, ela não ousaria, e no futuro não precisaria.
Um homem com quem estava casada há três anos e que nem sabia o endereço de sua família; dali para a frente, ela também não queria ter mais nada a ver com ele.
— Faça o que quiser.
Após dizer isso, Lucas simplesmente desligou o telefone.
Porém, ela não se importava; antigamente, quando se importava com Lucas, tinha medo de que a família dele não a amasse. Agora, aquelas pessoas não eram nada mais que estranhos.
E ir ali hoje, foi uma decisão de aproveitar a oportunidade para ver Vovó Eleonora mais uma vez, já que pretendia não voltar ali de jeito nenhum após o divórcio.
Logo, Vovó Eleonora saiu. Ela apoiava-se em uma bengala e, enquanto caminhava, tossia ocasionalmente. Ela não parecia estar bem.
Ao olhar para Júlia, ela acenou sorrindo para que se aproximasse.
Júlia foi até ela e segurou a sua mão:
— Vovó.
Eleonora Guedes olhou para ela com dor no coração:
— Como foi que se esgotou a ponto de ficar assim? Foram anos muito difíceis em Porto Belo, não é?
Assim que terminou a frase, antes mesmo que Júlia pudesse responder, Silvia Duarte ironizou imediatamente ao seu lado:
— Que cansada, o quê? Aquilo é tudo de tanto comer. A senhora não percebeu o quanto ela engordou? Uma menina tão nova e acabou ficando desse jeito. É um pecado de verdade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle