Foi apenas depois de terminar de se arrumar que Lucas desceu as escadas calmamente. Valentina o seguiu e, embora estivesse insatisfeita, não se atreveu a dizer nada.
No caminho para lá, devido à presença dele, a atmosfera dentro do carro estava um pouco tensa, e praticamente ninguém falava. As raras vezes em que se ouvia uma voz, era ele fazendo perguntas e os outros respondendo. Meia hora depois, o carro chegou ao Grupo Virtus.
Depois de sair do carro, Lucas caminhou a passos largos e rápidos, sem nunca parar. Era evidente que ele estava com muita pressa.
Valentina achou que ele estivesse preocupado com o horário da reunião, então lembrou-o:
— Lucas, não precisa se apressar. Ainda falta meia hora para a reunião começar, vai dar tempo de sobra.
— Hum. — Apesar de Lucas concordar verbalmente, seus passos não diminuíram o ritmo nem um pouco. Sem alternativa, todos tiveram que segui-lo em sua caminhada apressada.
Mas ele sabia muito bem em seu coração por que estava com tanta pressa. Após falhar em vê-la várias vezes seguidas, sua curiosidade e interesse só faziam crescer.
Neste momento, aquela pluma que tanto o atiçava estava bem à sua frente; ele queria encontrá-la, arrancá-la e então esmagá-la cruelmente.
Logo, o grupo chegou à sala de reuniões, mas, como ainda não era a hora, havia apenas Célio e alguns de seus subordinados ali.
Lucas correu os olhos pela sala e, não encontrando aquela silhueta familiar, começou a franzir a testa:
— Onde está o responsável pelo projeto de vocês?
Célio deu um sorriso bajulador e logo respondeu:
— O senhor se refere à Sra. Viana? Ela está um pouco ocupada agora, mas já está vindo.
Ao ouvir o nome "Viana", Lucas e Valentina ficaram um pouco sensíveis por um instante, mas Valentina foi mais rápida:

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