Assim que a chamada foi atendida, a voz familiar soou no telefone:
— Chefe, está ocupada agora? Pode falar?
Embora Júlia não estivesse mais no Grupo Campos, ele continuava acostumado a chamá-la assim. Júlia inicialmente pensou em corrigi-lo, mas, percebendo que o tom dele parecia um pouco diferente, não disse muito:
— Posso falar, o que houve?
— Na verdade, não é nada demais, — a voz de Diogo soava um pouco abafada do outro lado da linha. — É só que já faz muito tempo que não nos falamos, então resolvi te ligar.
Embora ele não dissesse claramente, Júlia podia sentir, então ela perguntou:
— Como estão as coisas em casa? A Dani já entrou na escolinha? Seus pais e a Cecília estão bem de saúde?
— Todos bem. Falando nisso, — a voz de Diogo ficou um pouco mais animada, — a Dani disse esses dias que sente sua falta e me perguntou quando você vai lá vê-la de novo.
Quando Júlia estava em Porto Belo antes, ela mantinha um ótimo relacionamento com aqueles subordinados. E não era só com eles, mas também mantinha contato com as famílias deles.
— Diga a ela que também sinto muitas saudades e que, assim que tiver tempo, irei visitá-la.
Descartando motivos familiares, Júlia sentiu que o estado emocional dele deveria estar relacionado ao trabalho, especialmente porque ela conseguia ouvir o barulho do clique do mouse de vez em quando durante a ligação. Ela ficou ainda mais certa:
— Você teve algum problema no trabalho?
Após essa pergunta, o outro lado da linha ficou em silêncio por um bom tempo. Só então Júlia ouviu Diogo falar de novo:
— Não é bem um problema, é só que eu acho que não tem mais sentido continuar lá.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle