Dante pensava seriamente. Júlia já havia terminado de tirar as fotos, e ele ainda estava em pé perto da janela com as sobrancelhas franzidas.
— Sr. Tancredi?
Júlia o chamou, e só então ele voltou a si:
— Terminou de tirar as fotos?
— Sim, já terminei.
— Quer que eu tire umas fotos de você?
Júlia não estava muito afim. Ela não gostava muito de tirar fotos, e as fotos da paisagem eram só para guardar de lembrança:
— Não precisa, eu tiro algumas fotos da paisagem noturna e já está bom.
Dante percebeu que ela não queria muito, mas tinha seus próprios planos, então continuou a insistir:
— Você não disse agora pouco que era a sua primeira vez aqui? Já que é a primeira vez, é normal tirar fotos para guardar de lembrança.
— Melhor não, é muito incômodo. — Júlia ainda relutava; por um lado, ela não gostava de ser fotografada e, por outro, não queria dar trabalho a ele.
— Não é incômodo. — Dante se aproximou dela e, antes que ela pudesse reagir, perguntou diretamente: — Vai usar o meu celular ou o seu?
Chegando a esse ponto, Júlia sentiu-se sem jeito para recusar novamente, então entregou-lhe o celular obedientemente:
— Pode ser o meu.
Dante o pegou e apontou a câmera para ela.
Júlia ainda não estava preparada e, por um momento, sentiu-se um pouco constrangida:
— Que pose devo fazer? Posso ficar aqui? Preciso arrumar a roupa?
Antes, quando estava gorda, Lucas e os outros haviam falado tantas coisas que, embora ela já tivesse emagrecido, Júlia ainda não tinha muita confiança na hora de tirar fotos. Era uma sensação que parecia gravada nos ossos, fazendo-a querer ajustar sua postura inconscientemente.


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