— Tá bom — Júlia parou de falar de forma decisiva. — Cuide de si mesma.
Com isso, ela desligou a chamada.
Do outro lado da linha, ouvindo o tom de ocupado, Valentina parecia prestes a explodir de raiva. Desde a infância, ela nunca havia recebido tamanha falta de respeito. Muito menos de alguém a quem ela menosprezava profundamente e nunca havia levado a sério como Júlia.
Ao retornar para o quarto e ver Lucas deitado na cama, ela quase não conseguiu resistir ao ímpeto de sacudi-lo até ele acordar, forçá-lo a esclarecer tudo e exigir garantias.
Mas, no fim das contas, não teve coragem. Ela entendia bem a natureza do seu relacionamento com ele; por fora, ela parecia ter a vantagem, com a criança e o amor dele, mas, na realidade, sabia muito bem que ele tinha o controle de tudo.
Se ele decidisse tirar tudo dela, ela não teria mais nada.
Por isso, jamais deixaria que algo assim acontecesse.
Na manhã seguinte, ao Lucas acordar, Valentina não disse uma palavra sobre a noite passada; ela apenas o cuidou com toda atenção.
Lucas, por outro lado, se sentia um pouco culpado. Depois de se embebedar na noite anterior, a imagem de Júlia estava em sua mente durante todo o tempo, e ele temia ter dito algo indevido enquanto estava alcoolizado. Por isso, perguntou casualmente: — Eu não disse nenhuma besteira quando estava bêbado, né?
Ao ouvir isso, Valentina ficou desconcertada por um momento, mas como não queria discutir, ela apenas sorriu. — Não, você ficou bem quieto. Não falou nada.
— Hum. — Lucas relaxou. Considerando que havia descoberto na véspera que a Virtus faria negócio com a família Rossi, ele perguntou: — Como estão indo as coisas com o projeto da Virtus?
— Não se preocupe, está tudo indo bem. Já fomos selecionados, basta apenas começarmos os trâmites.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Fui a Esposa de Fachada do Bilionário — Até Pedir o Divórcio e Ver Ele Perder o Controle