"Isso foi algo que eu comprei especialmente para te dar."
"Agora é a temporada em que as flores de jabuticaba estão em plena floração, você não disse que era o aroma delas que você mais gostava?"
Ivana desviou o olhar do buquê, falando com um tom bastante neutro.
"O Sr. Costa deve ter se enganado."
"Eu não gosto tanto assim."
Adilson franziu a testa, olhando fixamente para Ivana, "Você não gosta mais das flores, ou não gosta da pessoa que está te dando as flores?"
Ivana, sem levantar a cabeça e continuando a fazer o que estava fazendo, respondeu a Adilson com uma voz calma.
"O Sr. Costa sabe muito bem no seu coração, por que ainda se dá ao trabalho de perguntar?"
Adilson, com o cenho franzido olhando para Ivana e vendo que ela permanecia impassível, sem mostrar qualquer emoção, respirou fundo, percebendo que não tinha como persuadi-la, e saiu do escritório dela.
Ele, naturalmente, não levou as flores consigo.
Adilson obedientemente foi ao departamento de exames fazer um check-up completo.
Depois de pegar o resultado dos exames, Adilson subiu novamente para o escritório de Ivana.
Ao passar pela estação de enfermagem, Adilson sentiu um aroma agradável.
Ele parou, direcionando seu olhar para o balcão da estação de enfermagem, apenas para ver que o buquê de rosas que ele havia deixado no escritório de Ivana estava agora colocado no balcão da estação de enfermagem.
Ele suspirou discretamente, olhando para a enfermeira de plantão, e perguntou.
"De onde veio isso?"
A enfermeira respondeu com uma voz suave.
"Dra. Martins que trouxe."
Ouvindo isso, Adilson franziu a testa, pegou o buquê do balcão da estação de enfermagem.
A expressão da enfermeira mostrava confusão.
Adilson, após pegar o buquê, jogou-o diretamente no lixo.
A expressão da enfermeira mudou, olhando para Adilson.
"Por que você..."
Adilson olhou para ela friamente, dizendo em tom gelado.
Ela então olhou para os outros resultados dos exames, que também não apresentavam grandes problemas.
Adilson respirou fundo, sentando na cadeira em frente a Ivana, sua expressão sombria havia se suavizado um pouco, observando tranquilamente Ivana revisar seus resultados.
Ivana, séria, não disse nada por um momento.
Adilson a observou por algum tempo e então falou.
"E então? Estou realmente com algum mal grave?"
Ivana respondeu calmamente.
"Não."
"Realmente, como dizem, 'maus feitos duram mil anos', tirando uma leve anemia, todos os seus indicadores estão bons, então não precisa se preocupar."
"Também não precisa vir ao hospital tão frequentemente, desperdiçando recursos médicos."
Ivana, enquanto falava, empurrou os resultados dos exames de volta para Adilson, dando a entender que ele poderia ir embora.
"Você já pode ir."

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