Priscila imediatamente ficou com o rosto tenso, lançando um olhar inquisidor para Ivana.
Ela estava convencida de que Ivana era um alvo fácil, e por isso se sentia à vontade para manipulá-la.
Se fosse Denise aqui, ela provavelmente nem ousaria se aproximar para cumprimentar.
No entanto, algo na aura de Ivana parecia diferente dos outros dias.
Isso deixou Priscila um tanto perplexa.
Ivana lançou um olhar de lado para Letícia, que estava ao seu lado, e disse em voz baixa.
“Acho que não vou poder te acompanhar, quer que eu chame um táxi para você?”
Letícia acenou com a mão, respondendo:
“Não tem problema.”
“Eu mesma pego um táxi para voltar.”
Enquanto falava, ela passou a garrafa de água mineral que tinha em mãos para Ivana, “Então eu já vou indo.”
Ivana pegou a garrafa e observou Letícia sair do restaurante. Em seguida, lançou um olhar frio para Priscila e disse:
“A Sra. Madeira não estava me convidando para ir até o camarote? Por favor, me acompanhe.”
Priscila, ouvindo as palavras de Ivana, teve uma mudança sutil em sua expressão.
Ela tinha pensado em convidar Ivana para o camarote para mostrar o quão compatíveis Zilda e Heitor eram, mas agora, vendo Ivana tão confiante e calma, começou a hesitar.
“Se você ainda precisa acompanhar sua colega, então deixe para lá.”
Ivana olhou friamente para Priscila e questionou:
“A Sra. Madeira está com medo que minha presença afete sua filha e Heitor?”
Priscila, ouvindo isso, soltou um sorriso resignado e então disse:
“Ivana, não é isso.”
“Já que você quer ir, eu te levo.”
Priscila começou a caminhar à frente.
Ivana seguiu Priscila até a porta de um camarote, onde um recepcionista a abriu para elas.
Afinal, Ivana não era Denise, e Priscila não acreditava que Ivana pudesse representar uma ameaça.
Ivana sentou-se naturalmente na cadeira que Priscila havia preparado para ela, olhando para Priscila com uma leve ruga na testa, sorrindo ao dizer:
“A Sra. Madeira por acaso esqueceu que foi você quem me segurou lá embaixo, querendo que eu viesse aqui para cima?”
“Não era você que queria que eu visse como sua adorável filha está flertando com o homem que eu já tive?”
Heitor, ao ouvir isso, franziu a testa, e o aperto em seu copo de vinho se intensificou.
No entanto, Ivana não deu a ele muito tempo para reagir, continuando a olhar para Priscila e dizer:
“Agora virou minha culpa, eu que insisti em vir para cá?”
Priscila ficou com o rosto tenso, seus olhos quase imediatamente buscaram Heitor.
Como esperado, ela viu Heitor franzindo a testa, seu olhar carregado de desagrado e uma mistura complexa de emoções.
Zilda também parecia descontente.
Ela e Heitor tinham acabado de se aproximar um pouco mais, quando Priscila, nesse momento, chamou Ivana para se juntar a eles. O que Heitor pensaria dela agora?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida