Denise lançou um olhar de soslaio, erguendo os olhos para Cristiano, com um sorriso distante e indiferente nos lábios. Ela estendia a mão para pegar a taça de vinho quando Osvaldo, sentado ao seu lado, estendeu a mão, cobrindo o dorso da mão dela, segurando a taça e, por fim, envolvendo também sua mão na sua.
"Sr. Lima, seu adversário sou eu. Por que envolver a Sra. Martins nisso?"
"Ela não tem se sentido muito bem ultimamente, melhor beber menos. Eu ainda posso beber."
Enquanto falava, Osvaldo gentilmente retirou a mão de Denise, levantou a taça e esvaziou o conteúdo de uma só vez.
Denise também retirou sua mão.
A palma da mão de Osvaldo estava quente, e a pele que ele havia tocado parecia ainda reter seu calor, dificilmente desaparecendo.
Ela baixou os olhos para o dorso de sua mão, seu coração acelerando, mas rapidamente ela suprimiu os pensamentos que começavam a crescer, mantendo sua expressão inalterada enquanto se sentava em sua cadeira.
Cristiano observava Denise com a cabeça baixa, pensativa, franzindo a testa, seu coração se desordenando.
Depois de um bom tempo, Heitor finalmente se levantou e falou.
"Sr. Sampaio, você tem um voo para pegar amanhã. Beber demais pode ser ruim, por hoje é só. Na próxima vez que tivermos tempo, nos reuniremos novamente."
Osvaldo já tinha bebido quase o suficiente.
Cristiano ainda conseguia se manter sóbrio.
Conforme Heitor falava, os outros também assentiam, trocavam cumprimentos por um tempo e depois partiam.
Osvaldo sentado na cadeira, sorria se despedindo dos outros.
Ivana seguia ao lado de Heitor, fazendo as vezes de anfitriã.
Depois que a maioria das pessoas se foi, o ambiente ficou com apenas Denise, Osvaldo, Cristiano, Ivana e Heitor.
Heitor não havia bebido muito essa noite, então estava lúcido e calmo. Ele se aproximou de Osvaldo, batendo em seu ombro.
"Sr. Sampaio, está tudo bem com você?"
Osvaldo olhou para Heitor ao ouvir sua voz, sorrindo em resposta.
"Sr. Mendes, um homem não pode dizer que não está bem."
Osvaldo soltou uma risada.
Cristiano pretendia zombar de Osvaldo com algumas palavras, mas acabou sendo a faca que se voltou contra ele mesmo.
Sua expressão tornou-se sutilmente complexa, friamente ajudando Osvaldo a sair do recinto.
Osvaldo não o repeliu, deixando-se ser ajudado, com um sorriso no rosto.
Cristiano ajudou Osvaldo a entrar no carro, e o Assistente Osmar, vendo Osvaldo tão bêbado, rapidamente se aproximou para ajudar.
Quando Denise saiu, olhou rapidamente na direção de Osvaldo, viu a porta do carro dele fechar, curvou-se para entrar em seu próprio carro.
A Secretária Lisa fechou a porta do carro, partindo do restaurante.
Cristiano, embora parecesse estar sempre ajudando Osvaldo, tinha sua atenção constantemente voltada para Denise. Ao ver o carro de Denise deixar o restaurante, ele suspirou aliviado.
Ele ficou parado, observando o carro de Denise desaparecer de sua vista, enquanto um amargor infinito se espalhava pelo seu íntimo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida