O convidado, após beber, deixou a sala privativa com cortesia e respeito, fechando a porta do compartimento ao sair.
Após assistir à saída do visitante, Denise voltou a se sentar, notando que Osvaldo tinha desalinhado sua gravata.
Ela estendeu a mão para arrumar, percebendo só então o quão natural havia sido seu gesto.
Os olhos estreitos e atraentes de Osvaldo brilhavam com um sorriso enquanto ele a observava, agradecendo-lhe.
"Obrigado, Sra. Martins."
Denise pretendia retirar sua mão, mas Osvaldo a agradeceu primeiro, deixando-a momentaneamente imóvel, então ela tirou a gravata dele.
"Assim deve ficar mais confortável."
Ela disse tentando parecer despreocupada, antes de desviar o olhar.
Com um sorriso no rosto, Osvaldo observou a gravata que Denise havia guardado para ele, permanecendo em silêncio por um momento antes de pedir suavemente.
"Seria muito incomodo, Sr. Mendes, se você pudesse guardar isso na sua bolsa por um momento?"
"Me devolva quando o jantar terminar."
Denise havia trazido uma bolsa hoje.
A solicitação de Osvaldo não era exagerada.
Denise assentiu, pegando a gravata de Osvaldo de volta.
Enquanto isso, um som de taça de vinho caindo e quebrando se fez ouvir na sala.
Todos levantaram os olhos na direção do som.
Cristiano, ao ver que todos olhavam em sua direção, sorriu em desculpas, embora seu sorriso carregasse um vislumbre de resignação.
"Desculpem, foi sem querer."
As pessoas ao redor rapidamente disseram que não havia problema.
"Se mais alguém das outras salas vier, por favor, impeça-os de entrar."
O garçom acenou prontamente, "Claro, Sra. Martins. Como vocês não haviam dito antes, pensei que não se importassem."
Como os convidados anteriores não haviam reclamado e todos eram considerados visitantes ilustres, o garçom não havia impedido a entrada. Agora, com as instruções de Denise, ele certamente não deixaria mais ninguém passar.
Denise falou com calma, "É que vieram muitas pessoas, estávamos quase sendo forçados a beber demais."
O garçom pediu desculpas rapidamente, "Foi falha minha."
Após dar as instruções, Cristiano retornou mais calmo.
Ao chegar à porta, ouviu a conversa entre Denise e o garçom, sentindo uma pontada de dor especialmente com a frase "nossa gente".
Não conseguindo reprimir o ressentimento que brotava em seu coração, ele falou.
"Sra. Martins já está se preocupando tanto assim com o Sr. Sampaio?"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida