"Chuva de meteoros chegou."
Ivana disse em voz baixa, e Heitor levantou o olhar para o céu, avistando um rastro de estrelas cadentes.
Um sorriso adornava o rosto de Ivana, que olhava de soslaio para Cecília, já adormecida nos braços de Heitor, quando ele se aproximou e beijou seus lábios.
Uma sensação fria a surpreendeu, fazendo Ivana hesitar levemente.
Heitor apenas deu-lhe um beijo carinhoso, sem avançar mais.
Afinal, a mordida que recebeu à noite em Vila de Mendes ainda doía um pouco.
Um brilho passou pelos olhos de Ivana, que mordeu levemente o lábio vermelho, desviando o olhar dele, com o coração batendo acelerado.
Heitor nunca tinha compartilhado um momento assim com Ivana, observando a noite.
Agora, com Ivana ao seu lado, e sua filha em seus braços, Heitor sentia uma satisfação na vida como nunca antes, como se seus dias devessem ser exatamente assim.
É uma pena que ele tenha cometido erros no passado, ficando longe delas por tanto tempo.
"Ouvi dizer que se você fizer um pedido durante uma chuva de meteoros, ele se torna realidade. Eu estava pensando..."
Heitor foi interrompido por Ivana antes que pudesse terminar.
"Desde quando o Sr. Mendes acredita nessas coisas?"
Heitor olhou para a mulher ao seu lado, falando em tom baixo.
"Eu não costumava acreditar, mas ainda assim, desejo que meu pedido se torne realidade."
Ivana lançou um olhar lateral a Heitor, dizendo calmamente.
"Mas você sabe que se contar seu desejo, ele não se realiza, certo?"
Heitor esboçou um sorriso nos lábios, e então se calou.
Ivana observou sua expressão de quem queria, mas não ousava falar, com um sorriso se formando nos lábios, e então disse em voz baixa.
"Vamos levar a Ceci para a cama, está ficando frio e ela pode pegar um resfriado."
Heitor acenou com a cabeça ao ouvir isso, levantando-se com Cecília nos braços. Ele deu alguns passos e parou, perguntando.
"E eu?"
"Você concorda?" Heitor perguntou esperançoso.
Ivana balançou a cabeça levemente, respondendo suavemente.
"Não, acho que você deveria continuar sonhando."
Ouvindo Ivana recusá-lo com a voz mais doce, a expressão de Heitor desabou.
Vendo sua expressão naquele momento, o sorriso de Ivana se aprofundou, e ela caminhou para dentro do quarto.
Chegando ao berço de Cecília, ela arrumou o pequeno leito, sinalizando para Heitor colocar Cecília na cama.
Heitor, segurando Cecília ao lado de Ivana, relutava em aceitar que essa noite teria que voltar para casa e continuar sonhando.
"Ivana..."
Ele começou, com um tom um tanto manhoso.
Ivana, com uma expressão de retidão, imperturbável.
"Depois de colocar a criança na cama, vá para casa. Tenha cuidado na estrada."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida