Esmeralda percebeu, de relance, Osvaldo se aproximando delas, ergueu uma sobrancelha e colocou o garfo e a faca sobre a mesa. Com um tom sereno, disse a Denise:
"Seu marido está vindo. Veja a expressão dele, parece preocupado, talvez com receio de que eu te coloque em uma situação difícil."
Denise ouviu e, ao virar a cabeça, viu que Osvaldo já estava ao lado da mesa delas.
"O que você está fazendo aqui?"
Osvaldo verificou a hora rapidamente. "Eu estava por perto para encontrar um cliente e vi vocês aqui, então decidi vir cumprimentá-las."
"Senhor Monteiro, há quanto tempo."
Esmeralda acenou levemente com a cabeça e, enquanto pegava um guardanapo para limpar as mãos, sorriu suavemente para Denise.
"Tenho outros assuntos para resolver, então vou indo. Não quero atrapalhar o momento a dois com o Sr. Sampaio."
Depois de falar, Esmeralda levantou-se da cadeira.
Denise também se levantou. "Vou te acompanhar até a saída."
Esmeralda fez um gesto com a mão, lançando um olhar para a barriga já bastante evidente de Denise.
"Não se preocupe, enviarei o planejamento para o seu e-mail em breve."
Denise assentiu levemente. "Está bem."
Esmeralda deu um último aceno com a cabeça para Denise, olhou rapidamente para Osvaldo e passou por eles com passos rápidos e decididos, como uma rajada de vento.
...
A eficiência de Esmeralda foi notável, e poucos dias depois, ela enviou o planejamento para o e-mail de Denise, solicitando sua opinião.
Os assuntos do escritório da FGrupo de Martins no Brasil estavam sob a responsabilidade de Ulysses naquele momento.
Assim que recebeu a proposta, Denise foi ao escritório para discutir com Ulysses; juntos, chegaram a um acordo com Esmeralda, deixando todos os detalhes subsequentes sob os cuidados de Ulysses.
No início, Ulysses e Esmeralda tiveram muitos desentendimentos.
Cada discussão era longa, mas no final, Esmeralda acabava prevalecendo.
Com o tempo, ambos se ajustaram, passando de confrontos diretos para um respeito mútuo às opiniões um do outro.
Da última vez que viu Denise, a barriga dela ainda não estava tão evidente, então o gesto de querer um abraço foi instintivo.
Vendo isso, Osvaldo se aproximou e, inclinando-se, pegou Cecília em seus braços.
Com um sorriso no rosto, Cecília rapidamente começou a conversar com Osvaldo.
Após algumas horas de espera do lado de fora da sala de parto, uma enfermeira finalmente saiu para lhes dar boas notícias.
"Dois meninos, mãe e filhos estão bem."
Quando Ivana saiu da sala de parto, estava em uma cadeira de rodas, visivelmente exausta, com o rosto pálido e sem forças.
Heitor segurava firmemente a mão de Ivana, repetindo incessantemente: "Não vamos ter mais filhos, não vamos ter mais."
Osvaldo, com Cecília nos braços, estava ao lado de Denise. Ao ver o estado exausto de Ivana, sentiu um aperto no coração e se aproximou de Denise, sussurrando suavemente:
"Um filho é o suficiente para nós."
Ter filhos consumia muita energia e vitalidade, e ele não queria que Denise ficasse tão debilitada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida