Felizmente, Danilo não fez mais perguntas após isso.
Na manhã seguinte, Denise partiu cedo para o aeroporto com a Secretária Vargas, voando de volta para a Cidade Y.
Denise sabia que sua estadia na Cidade Y não seria longa, pois logo retornaria ao País F, então não trouxe muita bagagem.
Enquanto esperava na fila do portão de embarque para verificar suas informações, uma mão se estendeu e pegou sua mala.
Ao olhar para o lado, Denise viu Cristiano ao seu lado, com um sorriso no rosto.
"Deixe-me ajudá-la com a mala."
Denise não soltou a mala; pelo contrário, puxou-a para mais perto de si e, com uma expressão fria, respondeu em um tom firme.
"Não precisa se incomodar, Sr. Lima."
Ela falou isso com um pouco mais de força, o olhar carregado de frieza.
Cristiano sentiu-se desconfortável com o olhar de Denise, mas rapidamente controlou suas emoções e retirou a mão.
"Denise, não tive outra intenção."
"Apenas nos encontramos por acaso. Também estou voltando para a Cidade Y, então quis ajudar."
Denise respondeu de maneira fria.
"Não é necessário."
Assim que terminou de falar, a funcionária da companhia aérea devolveu o passaporte a ela. Denise pegou o passaporte e, sem olhar mais para Cristiano, seguiu em direção ao portão de embarque.
A Secretária Vargas apressou-se a acompanhá-la.
Cristiano ficou parado, olhando a silhueta de Denise se afastar, seu olhar carregando um leve descontentamento, que logo se transformou em resignação.
Ele não tinha como lidar com Denise.
Após entregar seu passaporte e passagem para a funcionária da companhia aérea, seu celular tocou.
Cristiano viu que era Evelise e seu olhar se tornou sério antes de atender a chamada.
Cristiano encerrou a chamada abruptamente, sem dar a Evelise chance de responder.
Do outro lado, Evelise sentiu-se magoada pela forma como a ligação foi encerrada, mas só pôde escolher suportar silenciosamente.
Ela sabia que Cristiano só sentia culpa por ela.
E também sabia que, sendo um filho ilegítimo, Cristiano jamais permitiria que seus filhos passassem pela mesma situação.
O casamento deles não era por amor.
Era por causa das crianças e do sentimento de culpa de Cristiano.
Por isso, Evelise não ousava ser caprichosa na presença dele.
Após a ligação, Cristiano também seguiu para o portão de embarque com sua mala.
Denise, já sentada por um momento, percebeu Cristiano entrando e sentando-se exatamente à sua direita.
Ela franziu ligeiramente a testa, e sua aversão por Cristiano aumentou inexplicavelmente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida