“Se não fosse por vocês não quererem se separar, eu também não teria coragem de incomodar seu pai.”
“Srta. Martins, peço desculpas.”
Velho Sr. Paiva, embora estivesse pedindo desculpas, não mostrava nenhum sinal de arrependimento em seu rosto.
Denise respirou fundo, suas mãos se apertaram involuntariamente, ela mordeu levemente o lábio e rapidamente se acalmou.
Ela acreditava que seu pai estava bem, pois se algo estivesse errado, Soraia certamente a notificaria imediatamente.
Denise rapidamente recuperou sua compostura.
Velho Sr. Paiva lançou um olhar para Denise e comentou friamente.
“Eu pensava que sua família fosse tão resistente quanto você foi no passado, mas imagino que seu pai pense como eu, desejando que vocês se separem.”
Denise permaneceu em silêncio.
Velho Sr. Paiva continuou com a mesma frieza.
“Osvaldo cresceu ao meu lado, e esta Vila de Paiva carrega todas as suas memórias desde a infância. Srta. Martins, você pode dar uma volta por aqui, afinal, em breve não terá mais a oportunidade de visitar.”
Denise não se moveu nem um centímetro, permanecendo sentada ereta no sofá, olhando com calma para Velho Sr. Paiva.
“Agradeço a oportunidade, Velho Sr. Paiva, de conhecer o passado de Osvaldo. Porém, já que não haverá mais oportunidades, não faz sentido alimentar um desejo que não deveria existir.”
“O que você ofereceu ao meu pai para que eu me separasse de Osvaldo?”
Velho Sr. Paiva fixou um olhar profundo em Denise.
“Não importa o que ofereci, seu pai aceitou. A Srta. Martins não pretende cumprir a promessa feita por seu pai?”
As sobrancelhas elegantes de Denise se franziram com força, os olhos levemente avermelhados, mas ela manteve a postura ereta, olhando diretamente para Velho Sr. Paiva.
“Já que meu pai aceitou seu favor, como filha dele, é natural que eu cumpra a promessa.”
“Contudo, meu pai aceitou a oferta do Velho Sr. Paiva não por ser ganancioso, mas porque sabe que eu não poderia enfrentar o senhor. Ele quer o melhor para mim.”
Velho Sr. Paiva observou a expressão tranquila de Denise e franziu levemente a testa, sem querer complicar ainda mais para ela.
Seu tom suavizou um pouco.
“Ouvi dizer que você foi destituído por Velho Sr. Paiva. Sem a Família Paiva, você não pode me oferecer o apoio que eu preciso. Eu disse que se você não pudesse me dar a segurança que eu quero, eu escolheria partir.”
De repente, um som de colisão veio do outro lado da linha.
Denise apertou o celular com força, ficando imediatamente pálida.
Velho Sr. Paiva levantou-se da cadeira quase instantaneamente, mostrando uma expressão de preocupação.
O mordomo, ao ouvir o barulho, apressou-se a sair da sala para entrar em contato com o pessoal no País F, enviando alguém para procurar Osvaldo.
“Denise, se quer terminar, espere eu voltar e diga isso na minha frente!”
A voz de Osvaldo já não tinha a mesma firmeza de antes, mas carregava um tom de lamento contido pela dor intensa.
O coração de Denise estava em tumulto, e sua mão que segurava o celular tremia visivelmente.
"Sr. Sampaio, creio que não há mais necessidade de nos encontrarmos."
"É melhor assim para ambos, um término amigável é o melhor para nós."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida