“Ela queria usar-me para semear discórdia entre você e a Tia Kate.”
Carlota explicou todo o enredo que Zilda havia discutido com ela, apresentando-se como alguém que fora enganada por Zilda.
Zilda ficou pálida ao ouvir Carlota dizer aquilo.
Sra. Kate levantou ligeiramente a sobrancelha, surpresa ao descobrir que havia um truque como aquele envolvido.
Ela começou a procurar Denise entre a multidão, ciente de que Denise provavelmente suportara toda a pressão para garantir que ela não passasse vergonha na festa de hoje.
Denise, ao contrário dos outros convidados, não entrara na casa e permanecia no jardim.
Quando o olhar de Sra. Kate a encontrou, Denise sorriu discretamente e levantou levemente sua taça em direção à Sra. Kate.
Sra. Kate entendeu o gesto e assentiu.
Zilda, agora traída por Carlota na frente de Senhor Anderlin, não tinha como se defender, e seu rosto estava visivelmente pálido.
Sra. Kate, claro, sabia que Carlota não era tão inocente, e que as duas provavelmente haviam planejado tudo aquilo com antecedência.
No entanto, Carlota era a filha mais velha de Senhor Anderlin, e por respeito a ele, Sra. Kate não poderia confrontar Carlota.
“Srta. Sampaio, lamento informar, mas pessoas mal-intencionadas não são bem-vindas na minha festa. Peço que se retire.”
Após dizer isso, Sra. Kate olhou para os seguranças.
Imediatamente, os seguranças se aproximaram de Zilda e fizeram um gesto indicando a saída.
Zilda sabia que, ao sair dali, provavelmente nunca mais seria aceita naquele círculo social. Ela rapidamente olhou para Sra. Kate e tentou se explicar.
“Sra. Kate, eu posso explicar, eu...”
Zilda gaguejou, incapaz de articular qualquer defesa coerente.
Sra. Kate franziu o cenho, achando Zilda inútil.
Ela esperava que Zilda pudesse revelar alguma indiscrição de Carlota na frente de Senhor Anderlin.
“Levem-na para fora.”
Ela ordenou, impaciente.
“Não estou completamente bem.”
“A Srta. Sampaio mencionou que você está prestes a se casar com Senhorita Monteiro.”
“Então, Sr. Sampaio, até quando pretende esconder isso?”
Denise não queria mais que Osvaldo se envolvesse em conflitos com o Velho Sr. Paiva por sua causa.
Como Osvaldo percebera sua mudança, certamente investigaria.
Agora, Zilda tornara-se uma excelente bode expiatório.
Zilda estava extremamente frustrada, pois, apesar de ter organizado tudo e conseguido os esboços, Denise ainda conseguira escapar de suas armadilhas.
Agora que ela havia ofendido o Senhor Anderlin, certamente seria ainda mais difícil se manter nesse círculo no futuro.
No entanto, ela não sabia que naquela noite, não apenas ofendera a família Anderlin, mas também, por acaso, ultrapassara os limites de Osvaldo.
Denise era, afinal, o limite dele.

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