Denise permaneceu no quarto de hospital de Danilo e conversou com ele por um bom tempo.
Quando Ivana e Heitor chegaram, discutiram com Denise sobre o retorno ao Brasil.
O estado de saúde de Danilo não apresentava grandes problemas no momento, e com Soraia e o cuidador por perto, o cuidado diário estava sob controle.
Heitor tinha deixado assuntos pendentes no Brasil, que precisavam de sua atenção.
Ivana estava grávida, e Heitor não se sentia à vontade com a ideia de deixar Ivana e Cecília no País Y, então planejava levá-las de volta ao Brasil junto com ele.
O clima no País Y também não ajudava, com neve caindo todos os dias e o chão escorregadio. Se Ivana ficasse, Heitor só ficaria preocupado enquanto estivesse no Brasil.
Heitor estava sobrecarregado com o trabalho, especialmente agora que estava envolvido em projetos da indústria bélica, por isso Denise compreendia totalmente sua situação.
"Está bem."
"Conversei com o papai e, assim que a situação dele estabilizar um pouco, iremos para o País F."
"Ele ficará em recuperação no País F por alguns meses antes de voltar ao Brasil."
Ivana assentiu, "Certo, papai não pode enfrentar longas viagens de avião, então a recuperação no País F parece a melhor escolha."
Danilo havia feito uma cirurgia recentemente e, por isso, não poderia suportar uma longa viagem de avião de volta ao Brasil.
O ambiente fechado do avião poderia expor Danilo, recém-operado, a infecções e, além disso, a mudança de pressão em grandes altitudes poderia causar complicações adicionais para sua saúde.
Embora Danilo parecesse espiritualmente bem, o corpo de alguém que passou por uma cirurgia é muito mais frágil do que o de alguém que não passou por esse procedimento.
Ivana, naturalmente, entendia isso.
A viagem do País Y ao País F era curta, com menos riscos, e Danilo já estava familiarizado com o País F, pois havia passado um tempo lá com Ivana, o que seria favorável à sua recuperação.
"Apenas me preocupo com seu trabalho, irmã..."
Ivana olhou para Denise com alguma preocupação.
Denise sorriu levemente e respondeu suavemente.
"Meu trabalho está sob controle, não se preocupe. Cuide bem de si e do bebê quando voltar ao Brasil."
Ao sair do hospital, Denise procurou Soraia para se informar sobre a situação.
"Alguém veio visitar meu pai nos últimos dias?"
Soraia balançou a cabeça, falando em voz baixa.
"Não, senhora."
"Jovem Senhora, você está com algum problema? Não prefere falar com a Srta. Ivana?"
Denise balançou a cabeça suavemente, "Não é nada sério. Eles estão prestes a voltar para o Brasil, não quero preocupá-los com isso."
"Continue cuidando bem do meu pai. Assim que eu organizar meu trabalho, iremos juntos para o País F."
Soraia assentiu, sem mais perguntas. A calma de Denise ao responder indicava que a situação não era realmente grave, como ela mesma havia dito.
Ao retornar ao hotel, assim que entrou no saguão, o gerente do hotel a procurou.
"Sra. Martins, finalmente a senhora voltou. O Sr. Sampaio já havia agendado a chegada do cabeleireiro, que está esperando há um bom tempo. Não conseguimos entrar em contato com a senhora, então só nos restou esperar."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida