Denise olhou para as costas de Osvaldo e mordeu levemente o lábio.
Se Osvaldo não a apoiasse, o que ela faria?
No pior dos casos, voltaria ao que era antes.
Ao longo dos anos, já estava acostumada a viver sem depender de ninguém.
Ela não poderia deixar que um amor incerto e efêmero derrubasse Osvaldo de sua posição elevada.
Somente os interesses são eternos.
O amor desaparece com o tempo.
Denise não queria que Osvaldo, ao chegar à meia-idade, se arrependesse.
Ela também considerou que terminar agora com Osvaldo poderia fazer com que ele a odiasse.
Por isso, já tinha decidido que, após a separação, deixaria o mercado do País Y e se concentraria no País F, evitando novos encontros com Osvaldo.
Ela olhou para a porta fechada do banheiro, suspirou profundamente e virou-se de costas para a porta, com os olhos ligeiramente vermelhos, mas com o coração decidido.
Quando Osvaldo saiu do banheiro, viu que Denise já estava de costas para ele, aparentemente dormindo, e franziu ligeiramente as sobrancelhas.
Ele ficou parado, observando as costas de Denise por um longo tempo, e soltou um leve suspiro antes de caminhar até a sala de estar.
Ele raramente fumava, mas naquele momento sentiu uma vontade inexplicável de acender um cigarro para aliviar a inquietação em seu coração.
Denise abriu os olhos e ouviu silenciosamente o que acontecia lá fora.
Depois de um tempo indeterminado, Osvaldo voltou para o quarto, levantou os cobertores e deitou-se ao lado de Denise.
Ele a puxou para seus braços.
Denise mordeu o lábio e encontrou uma posição confortável nos braços de Osvaldo, mas o sono não vinha.
O celular de Osvaldo vibrou.
Ele pegou o aparelho e viu que era uma ligação de Ulysses. Olhou para a mulher em seus braços, sabendo que ela ainda estava acordada, e sussurrou:
"Vou atender a ligação."
Quando o Velho Sr. Paiva veio se estabelecer no País Y, trouxe um grupo de pessoas com ele. Depois que ele se consolidou no País Y, algumas pessoas com problemas na pátria, mas com fortunas enormes, também vieram buscar refúgio com o Velho Sr. Paiva.
Na época, o Velho Sr. Paiva estava com poucos recursos, então acabou acolhendo essas pessoas.
Por causa delas, o sonho de construir seu império comercial avançou rapidamente.
Com o tempo, essas pessoas se tornaram parasitas, mas tinham investido muito dinheiro no início da carreira do Velho Sr. Paiva e, portanto, tinham uma dívida de gratidão com ele.
Para se expandir no mercado doméstico, era necessário se desvincular dessas pessoas, mas o Velho Sr. Paiva abandoná-las significaria quebrar promessas.
Portanto, o Velho Sr. Paiva naturalmente tinha suas preocupações. Se ele abandonasse esse grupo de pessoas, perderia o apoio, mas se não o fizesse, o desenvolvimento estagnaria.
Assim, a aliança matrimonial entre Osvaldo e Esmeralda tornou-se o caminho mais viável.
No entanto, o Velho Sr. Paiva não imaginava que Osvaldo já havia elaborado um plano de desenvolvimento.
Ele considerou o País F como o primeiro passo para deixar esse grupo para trás, transferindo o foco econômico para o País F e, a partir daí, expandindo-se para o interior.
Enquanto isso, aquele grupo no País Y teria de definhar por lá.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida