Osvaldo estacionou o carro em frente a Denise e desceu carregando uma caixa de presentes.
Denise ergueu uma sobrancelha, observando o homem que a olhava com ternura, e não pôde deixar de ficar um pouco surpresa.
“O que você está fazendo aqui?”
Ao falar, seu nariz começou a arder e seus olhos ficaram um pouco vermelhos, mas logo ela reprimiu essa emoção sutil.
Osvaldo se aproximou, envolveu-a em um abraço e disse suavemente.
“Terminei o trabalho e fui até a sua filial para te encontrar. Por sorte, vi Wendy saindo, então vim direto para cá.”
Denise mordeu levemente o canto do lábio. Justo quando se sentia injustiçada, aquele que podia ser seu apoio apareceu de repente diante dela.
Ele era tão atencioso e gentil que seu sentimento de injustiça parecia se amplificar, quase a ponto de fazê-la chorar.
“Por que está vestida tão leve? Seu nariz está vermelho de frio.”
Osvaldo se inclinou, aproximando-se de Denise.
Seu rosto bonito estava a uma curta distância, e ele a olhava com ternura. Denise desviou o olhar rapidamente, fingindo um bocejo.
“Só não dormi bem ontem à noite. Hoje já bocejei tantas vezes que perdi a conta.”
Enquanto bocejava, lágrimas escorreram de seus olhos.
Osvaldo franziu levemente a testa ao ouvir isso, percebendo que Denise parecia um pouco queixosa em suas palavras.
Denise notou o olhar investigativo de Osvaldo sobre ela, então bocejou novamente e segurou o braço dele.
“Vamos entrar, não vamos deixar a Sra. Kate esperando muito.”
Ela disse isso e começou a caminhar em direção à entrada da casa da Sra. Kate.
Osvaldo olhou para a expressão descontraída de Denise, franzindo levemente a testa, e apertou a caixa de presentes em sua mão.
“Denise...”
Osvaldo começou a falar, prestes a perguntar algo, mas Denise se virou para ele e disse suavemente.
“Tenho me sentido muito cansada ultimamente. Podemos ir dormir cedo hoje à noite?”
Quando Denise falou, havia um tom levemente manhoso em sua voz.
Osvaldo viu o cansaço nos olhos dela e pensou que, considerando que Denise estava preocupada com a cirurgia do Sr. Martins e ainda tinha que lidar com questões de trabalho, não era surpreendente que ela estivesse um pouco abatida.
“Claro.”
Depois de dizer isso, Osvaldo a puxou ainda mais para perto.
Denise percebeu que Osvaldo havia abandonado seu olhar investigativo e secretamente suspirou de alívio enquanto estendia a mão para tocar a campainha.
Como homem, o Senhor Anderlin percebeu claramente o quanto Osvaldo cuidava de Denise com carinho.
Ele sorriu e, depois que Denise subiu, disse a Osvaldo.
“Ouvi dizer que você teve alguns desentendimentos com o Velho Sr. Paiva. O que pretende fazer a seguir?”
Osvaldo esboçou um sorriso e respondeu calmamente.
“Se o velho insistir em seguir por um caminho sem volta, então eu só terei que ficar em casa, cuidando da minha esposa e dos meus filhos.”
Anderlin ergueu uma sobrancelha, surpreso com a resposta que recebeu.
Desistir de tudo relacionado à Família Paiva era equivalente a abrir mão de metade de um império comercial brasileiro.
"O senhor Sampaio é realmente desprendido."
"Receio que não haja outra pessoa no mundo que veja o dinheiro como algo sem valor, como você."
Osvaldo ouviu essas palavras e esboçou um leve sorriso, mas não respondeu.
Dinheiro pode ser ganho novamente, mas algumas pessoas, uma vez perdidas, talvez nunca mais possam ser encontradas nesta vida.
Osvaldo não queria que Denise se tornasse seu arrependimento.
Ele também não queria se tornar uma lembrança do passado para Denise.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida