Após a transferência de Danilo para o quarto, Lucas deu algumas instruções a Denise e Ivana.
O sucesso da cirurgia não significava que o perigo estava completamente afastado.
As vinte e quatro horas após a cirurgia eram as mais críticas.
Ninguém poderia deixar o quarto de Danilo vazio esta noite.
Ivana estava grávida, então Denise naturalmente não permitiria que Ivana ficasse de vigília.
No entanto, Ivana se recusava a voltar para o hotel. Felizmente, o sofá da suíte era grande o suficiente para acomodar Ivana e Cecília, então mãe e filha descansaram no sofá da sala.
Heitor, por sua vez, ocupava-se com o trabalho em seu laptop.
Denise estava no quarto de Danilo, respondendo às mensagens de Osvaldo, levantando a cabeça ocasionalmente para verificar o estado de Danilo e os monitores de sinais vitais.
No andar térreo do hospital.
Após terminar seus compromissos, Osvaldo foi direto para o hospital.
Assim que desceu do carro, avistou Cristiano saindo de outro veículo.
Ao ver Cristiano, uma frieza cobriu o rosto usualmente gentil de Osvaldo, que subiu os degraus com determinação.
Cristiano também notou Osvaldo, franzindo ligeiramente a testa e apertando a mão ao seu lado antes de relaxá-la novamente.
Ambos entraram juntos no elevador, sem que nenhum deles iniciasse uma conversa.
Chegando ao andar do quarto de Danilo, Osvaldo quebrou o silêncio com uma voz fria.
"Sr. Lima, foi você quem a deixou primeiro. Não acha absurdo vir até aqui fingindo estar tão preocupado?"
Cristiano teve uma leve mudança de expressão, respirou fundo e rebateu.
"Se o Sr. Sampaio realmente a amasse, não a colocaria em uma posição tão difícil. Você não está em uma posição melhor do que eu."
A expressão de Osvaldo ficou ainda mais sombria.
Quando as portas do elevador se abriram, Cristiano foi o primeiro a sair.
Osvaldo, sem pressa, acrescentou lentamente.
"Sr. Lima, a Srta. Lacerda está no País F, certo? A distância até o País Y é de apenas duas horas de voo. Talvez devesse ir vê-la."
"Dorme."
Denise olhou surpresa para o homem ao seu lado, falando em um sussurro.
"O que você está fazendo aqui?"
Osvaldo beijou a testa de Denise.
"Soube que você ficaria acordada esta noite, então vim fazer companhia."
Denise estava prestes a responder quando Osvaldo falou primeiro, sua voz baixa.
"Se você me mandar embora, vou ficar bravo."
Denise apertou os lábios, mas não disse mais nada sobre pedir para Osvaldo voltar ao hotel.
Danilo só acordou na manhã do dia seguinte.
Denise aproximou-se da cama de Danilo, ocupada em suas tarefas.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida