"Desde o início, você e eu nunca fomos compatíveis."
Denise falou, prestes a afastar Cristiano com força, quando um carro preto parou na entrada do hospital.
A janela traseira do carro se abaixou, e Osvaldo, com um olhar frio, fixou seu olhar neles.
Aquele olhar que costumava ser gentil agora estava tingido de frieza, seu queixo firmemente cerrado, demonstrando um descontentamento evidente.
"Denise, quanto tempo mais você precisa? Estou esperando você resolver isso."
Cristiano ouviu a voz de Osvaldo, franziu a testa e olhou em direção à saída do hospital.
Denise também aproveitou esse momento para empurrar Cristiano e se dirigir em direção a Osvaldo, respondendo prontamente.
"Já está resolvido."
Cristiano viu Denise se afastar em direção a Osvaldo e tentou novamente segurar a mão dela, mas ela foi rápida demais e ele não conseguiu alcançá-la.
Osvaldo abriu a porta do carro e desceu, estendendo a mão para apoiar a cintura de Denise, lançando um olhar afiado para Cristiano, que estava carregado de advertência e forte possessividade.
Cristiano parou no meio do passo que dava.
Denise se inclinou e entrou no carro, sentando-se no interior.
Osvaldo também entrou no carro e fechou a porta, levantando a janela.
Logo, o carro partiu da frente de Cristiano.
Cristiano ficou parado, observando Osvaldo levar Denise embora, até que o carro desapareceu de sua vista ao sair do hospital, e só então ele voltou à realidade.
Deu alguns passos em direção à saída do hospital, parou na neve espessa, seus olhos vermelhos, olhando para a estrada agora deserta.
Denise, sentada no carro, podia claramente sentir a inquietação emanando de Osvaldo.
"Pensei que você não viria hoje."
À tarde, Osvaldo havia mandado uma mensagem para Denise dizendo que iria jantar na Fazenda da Família Paiva.
O Velho Sr. Paiva parecia se importar muito com o casamento de Osvaldo.
Osvaldo murmurou um "hum" e não falou mais.
Na verdade, o que mais lhe importava era a atitude de Denise. Quando Cristiano a abraçou, ela não se afastou imediatamente.
Mesmo com a promessa de Denise, a irritação de Osvaldo ainda não havia desaparecido completamente.
Denise sentou-se silenciosamente ao lado dele, sem dizer mais nada.
O Assistente Santos sabia que hoje o Velho Sr. Paiva tinha convidado o diplomata da Família Monteiro para jantar.
Desde que saíram da Fazenda da Família Paiva, Osvaldo estava visivelmente irritado, e a cena que presenciara mais cedo só piorara seu humor. Ele estava claramente irritado, mas não podia descontar em Denise.
O clima dentro do carro estava bastante tenso.
Normalmente, Osvaldo iniciava conversas, tornando o ambiente sempre acolhedor e animado.
Hoje, Osvaldo claramente não queria falar, e Denise não era o tipo que sabia como animar a situação, então o ambiente no carro estava um tanto quanto rígido.
O Assistente Santos estava sentado à frente, um tanto nervoso, até mesmo sua respiração estava um pouco contida, receoso de fazer qualquer ruído.

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