Após Osvaldo desligar o telefone de Hadrian, ele se levantou e seguiu em direção ao quarto.
Assim que chegou à porta do quarto, o celular tocou novamente.
Ele franziu a testa, pegou o celular e viu que era uma ligação da Fazenda Família Paiva. Ele hesitou por um momento antes de atender.
"Vovô..."
Denise estava na porta do banheiro e ouviu a voz de Osvaldo se afastando. Ela suspirou silenciosamente, organizou seus pensamentos e começou a se arrumar.
Depois de se arrumar, trocou de roupa e saiu do quarto. O serviço de quarto do hotel havia enviado um atendente para trazer o café da manhã.
Era um café da manhã para dois.
Denise observou o atendente arrumar a refeição na mesa, puxou uma cadeira e se sentou. Esperou alguns minutos antes de começar a comer.
Quando Osvaldo entrou pela porta, Denise estava pegando a colher.
Denise levantou os olhos para ele. "Achei que você já tivesse ido."
Osvaldo se aproximou dela e respondeu suavemente, "Se eu fosse partir, com certeza te avisaria. Não sairia sem dizer nada."
Denise assentiu e respondeu em voz baixa.
"Então, Sr. Sampaio, lembre-se do que disse. Quando for sair, me avise com antecedência."
Osvaldo, ao ouvir isso, segurou o queixo de Denise, olhando-a diretamente nos olhos.
"Não vou te deixar."
Sua voz era solene, seu olhar firme.
Denise ficou surpresa, seus olhos brilharam ligeiramente.
Ao descobrir que o Velho Sr. Paiva era avô de Osvaldo, Denise ficou chocada e compreendeu a diferença entre eles.
Independentemente do que o futuro guardasse.
Ela acreditava que, naquele momento, Osvaldo estava sendo sincero ao dizer que não a deixaria.
O futuro é incerto.
"Vamos tomar café da manhã. Depois, tenho que ir ao hospital."
Osvaldo assentiu.
Ao ver Denise, ele abriu um guarda-chuva preto e caminhou até ela, segurando o guarda-chuva sobre sua cabeça.
Denise olhou para o céu, onde a neve caía lentamente, e murmurou um "Obrigada".
O motorista respondeu educadamente.
"Tudo foi arranjado pelo Sr. Sampaio. Não precisa agradecer, Sra. Martins."
A implicação era clara: os agradecimentos deveriam ser dirigidos a Osvaldo.
Denise não respondeu, entrou no carro e foi para o hospital.
O motorista manteve o foco na estrada e, como Denise não iniciou conversa, ele também não fez perguntas.
Ao chegar ao hospital.
Denise saiu do carro e entrou no prédio.
O motorista imediatamente ligou para Osvaldo para informar.
Denise entrou no elevador. Quando as portas estavam prestes a se fechar, alguém estendeu a mão, impedindo-as de se fecharem.

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