"Desça."
Osvaldo soltou um risinho de desprezo.
Denise ficou perplexa por um momento,
apenas bateu levemente duas vezes, será que isso justificava mandá-la sair do carro?
Assistente Santos rapidamente parou o carro, conscientemente desceu, fechou a porta do carro e se afastou dois metros.
Denise ficou muito mais lúcida de repente, mas no momento em que a porta do carro se fechou, o beijo claro de Osvaldo caiu sobre ela, misturado com intenso afeto e desejo de posse.
Ele segurou firmemente o rosto de Denise com as duas mãos, beijando-a com grande agressividade.
Denise sentiu seu coração pular, levantou o joelho tentando atingi-lo na virilha.
Osvaldo reagiu rapidamente, segurou suas pernas e com um franzir de sobrancelhas, soltou uma risada zombeteira.
"Sra. Martins, essa foi forte, não?"
Denise esboçou um sorriso frio nos lábios.
"Achei que o Sr. Sampaio gostasse, ou será que não?"
Ao ouvir isso, Osvaldo inclinou-se novamente e depositou um beijo suave em seus lábios.
Esse beijo, diferente da aproximação intensa anterior, foi apenas um toque leve e rápido.
Denise levantou a mão, e Osvaldo prontamente aproximou seu rosto, exibindo um sorriso zombeteiro.
"Bata mais leve, tenho medo que você machuque sua mão."
Denise hesitou por um momento, encarando os olhos profundos e sorridentes de Osvaldo, com a mão suspensa no ar, de repente, não conseguiu prosseguir, respirou fundo e empurrou Osvaldo com força.
Osvaldo caiu de volta no assento, e o carro de luxo pesado brilhou por um instante.
Assistente Santos, parado não muito longe, observou o movimento dentro do carro, sentindo o rosto esquentar, envergonhado, desviou o olhar.
De repente, Denise sentiu sua têmpora pulsar intensamente.
Neste estado de semi-sobriedade, ela nunca havia se sentado assim no colo de um homem, e essa sensação inexplicavelmente vergonhosa a fazia querer se entregar.
"Denise, eu só estou interessado em você, não na Família Martins."
"Jardins de Provence não é um passo para engolir a Família Martins, é apenas um passo para me aproximar de você."
"Sei que você também sente algo por mim, então não me resista tanto, tá?"
A voz de Osvaldo era suave e gentil, como se ele estivesse tentando acalmar uma menina birrenta, com um tom cheio de negociação.
Um turbilhão de emoções complexas passou pela mente de Denise, fazendo-a sentir tontura, então ela parou de lutar, apoiando-se nele de forma um pouco resignada.
Assistente Santos, observando de longe, viu a porta do carro se abrir de repente, ficou surpreso, isso já acabou?
Pareceu um pouco breve demais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida