O corredor do terceiro andar estava vazio. Helena usava um vestido e esperava o rapaz.
Ele não fugiu nem um pouco e não demorou nada para o corpo aparecer no elevador.
Tinha ombros largos e barriga lisa. Tudo dizia que a presença marcava a visão de todos.
Foi o garoto que pegou o seu garoto depois de ele quase ter ido para o céu.
A imagem desse homem, logo quando batia os olhos de primeira não era de ir embora com facilidade.
Sem falar do desastre, ela memorizou o rosto do jovem rapaz.
Helena bateu os olhos no garoto e sabia quem era.
Então ele era a surpresa de Thais, e não deixou a garota falhar nessa missão.
E seria ele mesmo, porque não arranjaria outro para cuidar do Leo.
Ela ficou feliz e, quando ele bateu os dois pés fora do elevador, ela deu uma risada.
— Senhor. Acabou que nos deparamos mais uma vez.
Helena analisou de novo a cara do jovem, e dessa vez continuava sem jeito.
Ele tinha os ossos da testa fortes, os olhos marcantes e frios, lábios finos apertados e queixo afiado.
O rosto trazia respeito, mas ainda causava um pavor.
Mas não achou nada mal. A pessoa para aquilo teria de demonstrar que tem frieza.
— Senhor, muita coincidência. Não imaginei que o segurança seria logo você. É mesmo o destino.
Enzo parou de andar, abaixando o olhar para a mão que ela estendia.
Ele sabia, melhor do que ninguém, que a mulher na sua frente tinha se enganado de pessoa no momento.
A Família Castelo e a Família Fontes agora estavam passando por instabilidades. Ele não desconhecia as segundas intenções que Arthur tinha em relação ao Grupo Castelo.
Ele havia investigado e sabia, naturalmente, que Helena era a esposa de Arthur.
Helena bateu num transe e não encontrava um local que fugisse de onde estavam.
Pode ser que Leo tenha dado conta dos deslizes que acontecia de frente aos seus responsáveis, e o convívio de Arthur não agradava muito.
Por essas atitudes ele não era chegado ao pai.
Porém, o garoto na sua vista não era parente dele e mesmo por esse acaso a criança desceu a guarda para uma pessoa que livrou dos riscos.
O que o motivava a chegar perto dele.
Enzo Castelo deparou com a criança colada nas suas canelas.
Ela parecia uma bola, sentindo o cheiro de leite nas suas vestimentas.
Ele não tinha nada a ver e a sua experiência era nula com os garotos, então parou na porta.
Helena correu das suas invenções, parando o filho: — Leo, chega com isso. Vá brincar com a tia Lúcia, mamãe tem coisa de adulto para conversar.

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