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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 697

Depois de mais uma rodada de prazer, Luiza tinha ficado encharcada, como se alguém tivesse acabado de tirá-la de dentro d’água. Ela estava largada em cima do travesseiro, o corpo inteiro coberto de suor, sem um fiapo de força sobrando.

Gustavo pegou umas toalhas umedecidas e começou a limpá-la com calma, cada cantinho, com paciência quase reverente.

— Quer tomar banho? — Ele perguntou.

— Não. — Luiza recusou na mesma hora.

Mesmo que, nas últimas vezes, ele sempre a tivesse carregado até o banheiro e ainda tivesse lavado cada parte do corpo dela sem um pingo de reclamação, naquela noite ela não queria saber de chuveiro.

Porque ele não prestava. Volta e meia, no meio do banho, ele a encostava na borda da banheira e começava outra rodada, como se tivesse energia inesgotável.

Naquele momento, ela só queria dormir. Nada além disso.

Os olhos dela já eram naturalmente sedutores, alongados e cheios de malícia. Agora, com os cantos úmidos e cansados, eles chamavam ainda mais atenção, perigosos de tão provocantes.

A garganta de Gustavo se apertou. Ele engoliu seco, respirou fundo e segurou o fogo que ameaçava descer de vez pro baixo-ventre. Ele levantou Luiza nos braços e a levou até o sofá, trocou toda a roupa de cama revirada e, só depois, a colocou de volta no colchão, agora limpo.

— Então dorme. — Ele murmurou, deixando um beijo na testa dela. — Eu vou tomar um banho.

As pálpebras de Luiza estavam tão pesadas que ela quase não conseguiu abrir os olhos. Ela só respondeu com um som arrastado:

— Uhum… Vai logo…

...

No dia seguinte.

Luiza, que quase sempre acordava sem despertador, tinha dormido tanto que só levantou depois do segundo alarme tocar, arrastando o corpo pra fora da cama.

Na noite anterior, mesmo sabendo no fato de que ela ia trabalhar cedo, Gustavo tinha se controlado no tempo, mas não tanto na intensidade. O resultado foi que ele tinha acabado com qualquer reserva de energia que ela ainda tinha.

Quando ela terminou de se vestir e se preparou pra descer, alguém empurrou a porta. Gustavo apareceu de terno preto, impecável, com uma expressão leve e satisfeita de quem tinha dormido como um rei.

— Dormiu bem? — Ele perguntou, com aquela cara de quem sabia exatamente o que estava fazendo.

Luiza entendeu a provocação na hora. Ela lançou um olhar cortante:

— Eu dormi… Mas não foi exatamente bem.

Na palavra “dormir”, veio um peso a mais na entonação.

Gustavo arqueou a sobrancelha, pegou o casaco de caxemira que ela tinha pendurado no braço e a acompanhou até o corredor. Enquanto eles desciam a escada, ele se inclinou até o ouvido dela, muito calmo:

— Então hoje à noite eu vou cuidar direitinho de você, pra você “dormir” bem de verdade.

O jeito sério com que ele falou aquilo quase enganaria qualquer um. Quem passasse ali acharia que eles estavam discutindo algum assunto confidencial de projeto.

Gustavo não se estendeu:

— A sua situação agora é delicada. Se você se precaver um pouco mais, não vai te fazer mal.

— Tá bom.

Em pouco tempo, Luiza ainda não tinha como cravar se Osvaldo estava mal informado, sendo manipulado ou se tinha, ele mesmo, algum interesse escuso. Mas, como Gustavo tinha bem resumido, confiança demais também era perigo.

Por mais que aquele homem tivesse uma história com os pais adotivos dela e ainda fosse velho conhecido dos pais de Raul, isso não significava que ela podia baixar toda a guarda.

Talvez por conta do alerta de Gustavo, assim que Luiza chegou à clínica, ela já foi direto perguntar à enfermeira se Osvaldo tinha marcado consulta com ela naquele dia.

— Não marcou, não. — A enfermeira respondeu, balançando a cabeça.

Mal ela terminou de falar, o celular de Luiza começou a vibrar no bolso do casaco.

Quando ela viu o nome na tela, a desconfiança se recolheu pra algum lugar mais fundo. Ela atendeu:

— Alô, senhor Osvaldo.

— Luiza… — A voz de Osvaldo veio ainda mais fraca do que no dia anterior. — Será que eu posso te pedir um favor? Você poderia passar lá em casa hoje, depois do consultório, pra dar uma olhada em mim?

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