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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 678

Luiza tinha acabado de se forçar a se acalmar, tentando conter os próprios pensamentos, quando o celular dentro da bolsa começou a tocar de repente.

Ela atendeu, levemente intrigada:

— Alô?

— Alô. — Do outro lado, ouviu-se a voz de um homem jovem. — Falo da delegacia. A senhora é familiar de Gabriela Lopes?

Ao ouvir o nome “Gabriela”, Luiza franziu a testa imediatamente:

— Não. Vocês devem ter se enganado.

— A senhora é Luiza Mello, correto?

Enquanto o policial tentava confirmar a identidade dela, uma voz aflita, quase desesperada, irrompeu na ligação, atropelando tudo:

— Luiza… Luiza, eu sei que errei muito no passado, sei que você não quer me aceitar como sua cunhada. Mas você lembra da mensagem que eu te mandei da última vez? Eu não menti, eu juro que me arrependi de verdade! A gente pode se encontrar? Só uma vez, por favor?

Quando reconheceu a voz de Gabriela, Luiza decidiu encerrar a ligação sem pensar duas vezes. Mas, no instante em que o dedo se aproximou da tela, ela parou.

A última mensagem que Gabriela havia enviado falava justamente sobre… A origem dela. Sobre quem ela realmente era.

Do outro lado da linha, o policial pareceu repreender Gabriela antes de retomar a conversa:

— Desde que chegou aqui, ela insiste em dizer que quer falar com você. Mas, se a senhora não quiser, não tem problema.

— Eu vou. — Luiza refletiu por um breve momento antes de responder. — Qual é o melhor horário pra eu passar aí?

— Até às cinco da tarde é tranquilo. — Informou o policial.

Luiza baixou os olhos e conferiu o horário no visor do celular.

— Então eu vou agora.

Na delegacia, pelo menos, o ambiente era controlado. Gabriela não teria espaço para fazer nenhuma loucura.

Quando a ligação terminou, antes mesmo que Luiza dissesse qualquer coisa, Jacarias perguntou:

— Luiza, a gente não vai pra casa primeiro?

— Não. — Ela respondeu sem esconder nada. — Vamos passar na delegacia. Eu vou ver a Gabriela.

A curiosidade falava mais alto. Gabriela já estava sob custódia, sem margem para manobras, e ainda assim queria insistir naquele encontro. O que mais ela pretendia?

Os olhos fundos de Gabriela se ergueram na direção dela. Um sorriso frio surgiu em seus lábios:

— Está gostando de me ver assim, não é? Deve estar comemorando por dentro.

— Mais ou menos. Eu diria que é bem merecido. — Respondeu Luiza, sem rodeios.

Ela sabia que não podia sentir nem um pingo de pena daquela mulher. Puxou a cadeira à frente e se sentou, sem se importar com o fato de que suas palavras tinham deixado Gabriela ruborizada de raiva. Em vez de suavizar o tom, foi direta:

— Fala. Aquilo que você não escreveu na mensagem, pode dizer agora.

Ao ver a calma controlada de Luiza, o ódio nos olhos de Gabriela quase transbordou. Ainda assim, ela engoliu em seco e lançou apenas um olhar rápido para o policial atrás dela.

Luiza conferiu se as mãos e os pés de Gabriela estavam devidamente algemados. Só então se virou para o policial:

— Pode esperar ali na porta?

Provavelmente Gustavo ou Nina já tinham dado instruções antes. O policial hesitou por um instante, mas acabou concordando:

— Posso, sim. Vou ficar aqui mesmo, na porta. Se ela fizer qualquer movimento estranho, eu entro na mesma hora.

A frase soou como um aviso claro — e direto — para Gabriela.

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