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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 667

Ao ouvir aquilo, o coração de Luiza ficou ainda um pouco mais leve.

Talvez fosse porque, em quase todos os momentos em que ela tinha se sentido insegura na vida, a pessoa que tinha ficado do lado dela tinha sido Lilian.

Depois do jantar, ela e Lilian ficaram um tempo tomando café com Manuela e, em seguida, voltaram para o quarto.

As duas tomaram banho uma depois da outra e, logo depois, desabaram juntas no sofá para ver televisão.

Por um instante, Luiza teve a sensação de que tinha voltado aos tempos em que morava com Lilian no Condomínio Bela Vista.

Na mesinha de centro, estava a travessa de frutas frescas que a empregada tinha acabado de trazer. Luiza enfiou um morango na boca de Lilian antes de perguntar:

— E o seu pai, como é que ele tá? Eu ouvi o Leonardo dizer que ele se machucou feio.

— Ele tá ótimo. — Lilian mordeu o morango. — Tá andando, falando, brigando e xingando todo mundo. O que mais ele podia ter?

Luiza franziu levemente a testa:

— Ele ainda tá insistindo pra você dar dinheiro?

— Tá. — Lilian assentiu, pegou outro morango, jogou na boca e tentou mudar de assunto. — Esses morangos tão muito bons. Bem mais doces e cheirosos que os do mercado.

— São bons mesmo. O pessoal da fazenda colheu hoje de manhã e mandou pra cá…

Luiza respondeu no automático e, no meio da frase, se tocou do desvio. Ela lançou um olhar de repreensão:

— Para de enrolar. Esse assunto não dá pra deixar nesse empurra‑empurra pra sempre. A gente precisa pensar num jeito de resolver de vez.

— Que jeito que resolve de vez? Dar uma bolada pra eles e assinar um papel cortando relação?

Lilian se largou no encosto do sofá, esticada, e descartou a ideia sem nem pensar:

— Você não conhece eles. Principalmente o Yago e o Severino. Eles não são gente que respeita limite. Gente desse tipo, se souber que ainda consegue tirar dinheiro de mim, vai ficar grudada que nem sanguessuga, chupando até a última gota, até eu morrer.

Aquela quantia que Lilian depositava todo mês na conta de Karina servia, fosse por afeto, fosse por obrigação, pra que, pelo menos nesse ponto, eles não tivessem do que reclamar.

Qualquer valor além daquele, ela simplesmente não deixava passar pelo campo de visão deles.

Luiza, porém, balançou a cabeça:

— Não era isso que eu tava pensando.

Lilian ergueu as sobrancelhas, curiosa:

— Então o quê?

— Arrumar alguém pra pegar o Severino, dar uma surra e só parar quando ele aprender. — Luiza respondeu.

Ela tinha tido contato com a família de Lilian algumas vezes, e todas as vezes a impressão tinha sido forte.

Gente daquele tipo, igual ao Ronaldo, não entendia gentileza, não sabia lidar com quem recuava. Não adiantava se humilhar, não adiantava agradar. Só adiantava bater mais forte. Se não fosse assim, eles iam passar a vida inteira avançando um passo a cada vez.

Mas, por gente como Yago e Severino, Luiza não merecia sujar as próprias mãos.

— Tá bom, entendi.

Luiza tinha só levantado a hipótese. Se Lilian não concordava, ela, obviamente, não ia fazer nada por conta própria.

As duas ficaram conversando, o tempo foi passando sem que elas percebessem, até que, de repente, a escuridão lá de fora foi cortada por um feixe de luz.

Luiza se levantou num pulo e correu até a varanda. Lá embaixo, ela viu um Bentley familiar entrando no jardim.

— O Gustavo voltou? — Lilian veio atrás dela.

Luiza confirmou com a cabeça, finalmente sentindo o peito aliviar:

— Eu vou lá embaixo ver!

Assim que ela terminou a frase, ela desceu as escadas quase correndo e deu de cara, no hall de entrada, com Jacob, que vinha apressado na direção contrária.

Luiza chamou por ele e olhou por cima do ombro dele:

— Cadê o Gustavo?

— Luiza... — Jacob parou por um segundo. — O Gustavo não deve conseguir voltar hoje. Você não precisa esperar por ele. Vai descansar cedo.

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