Naquele surto histérico, ela não causou a menor impressão no motorista.
Aquele motorista trabalhava diretamente para Cauã. Ele estava longe de ter os princípios e os limites que tinham as pessoas de Nina ou de Edson.
O critério de Cauã para resolver qualquer coisa sempre tinha sido simples: desde que ele ficasse satisfeito, o resto que se danasse.
O motorista levou isso ao pé da letra. Ele pisou no freio, encostando o carro com toda a calma do mundo.
Logo atrás, três ou quatro carros também pararam em fila certinha.
Só então Gabriela percebeu que Cauã não tinha mandado apenas “um” homem levá-la. Ele já tinha bloqueado todas as rotas de fuga. Mesmo que ela partisse para um tudo ou nada com aquele motorista, ela não teria por onde escapar.
Quando o motorista notou o desespero estampado no rosto dela, ele finalmente falou, num tom arrastado:
— Gabriela, se você não colaborar, aí eu vou ter que ligar pro Gael vir te buscar pessoalmente. Você conhece o jeito dele, né? Pra falar a verdade, você tá é subindo na vida casando com ele. Agora, se você faz esse escândalo todo, como se tivesse nojo dele, quando ele souber disso, o seu futuro vai ser bem pior…
— Eu vou.
Só de lembrar o rosto de Gael quando ele perdia o controle, todos os pelos do corpo dela se arrepiaram. Ela quase mordeu o próprio lábio até sangrar.
Ela fechou os olhos, em rendição, e o próprio ar parecia tremer nos pulmões dela. Só depois de um bom tempo ela conseguiu soltar uma respiração curta:
— Eu vou.
Ela, afinal, carregava o filho de Gael no ventre.
Até o bebê nascer, Gael não deveria passar de certos limites…
Aquela criança era, por enquanto, o único escudo que ela tinha.
A família Fonseca era, de qualquer jeito, um dos grandes clãs da Cidade A, com dinheiro sobrando, e a mansão ficava numa área onde cada metro quadrado valia ouro.
Como Gael ainda não tinha se casado e, além de tudo, era só um filho bastardo, ele vivia pendurado na casa dos Fonseca, contando com o carinho dos avós para, quem sabe, garantir uma fatia um pouco maior da herança no futuro.
Quando o carro entrou na propriedade dos Fonseca e Gabriela viu a mansão por dentro e por fora, transbordando riqueza e ostentação, a angústia dela pareceu, por um segundo, desaparecer sem deixar rastro.
Em certos pontos, a família Fonseca não perdia em nada para a família Soares.
O único problema era que Gael não era filho único dos Fonseca, e o rosto dele era coberto de cicatrizes de queimadura.
Por outro lado, Gael não era como Ethan, que só tinha olhos para aquela vagabunda da Luiza.
Se ela soubesse agradar Gael, ainda teria como virar o jogo e fazer aquela desgraçada pagar caro…
Ela mal tinha terminado esse raciocínio quando um grupo numeroso veio ao encontro dela, em grande alarde. À frente de todos, aparecia um Gael radiante, em puro clima de festa.
Antes, ele tinha tentado de tudo para convencer o próprio pai a ir até a família Frota pedir a mão de Gabriela, mas a mãe dele sempre dava um jeito de sabotar o plano.
Também não era de se estranhar. É claro que ela não aceitaria que a esposa do filho bastardo ganhasse mais status que as duas noras “oficiais”.
A tal “quinta senhorita da família Frota” claramente chegava à casa deles para ser tratada como uma espécie de divindade.
E o problema era que eles não tinham opção: iam ter que venerar.
Catarina, que nunca tinha se dado ao trabalho de bajular nem as próprias noras legítimas, engoliu aquilo atravessado. Ela não suportaria deixar passar em branco e comentou, venenosa:
— Gabriela, você já voltou pra família Frota tem um bom tempo, e seu sobrenome ainda não mudou?
O rosto de Gabriela enrijeceu. O carro que a tinha trazido ainda estava ali, parado. Se ela continuasse usando o nome Frota como escudo, os homens de Cauã, com certeza, não iriam deixar barato.
Só que ela não sabia se o motorista tinha escutado a provocação de Catarina. Ela só queria sair daquele assunto o mais rápido possível:
— Eu…
— Dona Catarina.
De repente, o carro que já se preparava para ir embora teve o vidro abaixado. O motorista falou como se não tivesse reparado no rosto completamente sem cor de Gabriela:
— Na nossa família Frota, só existe uma quinta senhorita.
Depois disso, ele lançou um olhar direto em Gabriela e completou, palavra por palavra:
— Essa Gabriela aí… Não é.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Só saiu um??? E uma espere pra quem ler todo dia. Uma ansiedade vir ver se saiu capítulos novos. Mas e triste quando só saem um😔...
Nada de atualizar os capítulos...
Deveria se chamar:Esquece leitor,vc só paga mas não ve mais nenhum capítulo.😤🤬😡...
A autora e a plataforma pelo jeito emendaram o feriado rs.Hojé é segunda feira,dia útil cade os capítulos?...
Nossa não atualiza só pa ontek foi feriado?E cade o Ethan e a Luiza rs?Essa autora é completamente perdida e a gente é q acaba pagando o pato 😤...
Gente o Ethan foi chutado mesmo rs.Só serve como titulo do livro rs.A Luiza q deveria ser a principal protagonista sumiu rs.E a enrolaçao continua só p/ pegar o nosso dindim.Maior 171...
Eu estava lendo em outro lugar, que já está no capítulo 150. Então acho que ainda vem muito capítulo por aí....
Uma história incrível, mas com uma espera decepcionante. Parece que estou vendo uma novela diária de uma cena só por dia....
Olha só, pra mim não liberaram mais nenhum capítulo depois do 698, e pelo que eu li nesses capítulos adiante, 10 capítulos a diante pra ser mais exata, a Luiza ainda não sabe que é filha da família.kkkkk.Lamentavel. vai enrolar assim lá no Alaska porque tá de lascar kkkkk...
Assim dá vontade de desistir. A história continua na mesma, só publica 1 capítulo por dia... Quando vai terminar? Em que ano?...