Rafael Mendes não soltou, arrastando-a para o quarto com força, empurrando-a para a cama e depois saiu!
"Bang" fechou a porta e a trancou por fora.
Isis Silveira suspirou aliviada, mas logo descobriu que estava presa e começou a bater na porta com força: "Abra a porta, por que você me trancou aqui? Esta é a minha casa, saia daqui, o que te dá o direito de me trancar? Abra a porta."
Ela estava desesperada, ainda havia uma pilha de autorretratos no banheiro, retratando Isis Silveira!
E também havia um urso de pelúcia e várias poses dela abraçando o urso de pelúcia.
Naquela época, ela estava apenas se divertindo desenhando, agora só queria bater em si mesma do passado!
"Cale a boca, daqui a pouco eu tenho algo para te perguntar." A voz de Rafael Mendes estava rouca, ele estava tentando suprimir a chama dentro de si.
"Você acha que eu vou calar a boca só porque você mandou? Isso é uma piada, por que eu deveria te ouvir, quem você pensa que é? Rafael Mendes, me solte agora mesmo, imediatamente... Senão, quando eu sair, vou vender todo o níquel, quero ver com o que você vai iniciar o trabalho no próximo mês!"
Rafael Mendes continuou correndo na esteira, ofegante, mas com uma voz calma: "Você não precisa sair, espere até eu receber minha mercadoria."
...
Isis Silveira não esperava que seu próprio plano voltasse contra ela, não conseguiu intimidá-lo e acabou sendo contra-atacada!
"Rafael Mendes, me solte!"
O grito furioso da mulher soou sedutor aos seus ouvidos, fazendo a chama dentro dele crescer, quase perdendo o controle.
"Cale a boca."
Ele engoliu em seco, ameaçando com a voz rouca: "Se você continuar gritando, eu vou aí e resolvo isso, continue gritando se quiser."
Isis Silveira parou abruptamente, ficando em silêncio.
Ela se encolheu no canto, abraçando os joelhos, olhando nervosamente para a porta com medo de Rafael Mendes de repente entrar.
Rafael Mendes suava na esteira, quando não conseguiu mais correr, foi ao banheiro e ligou o chuveiro frio...
Seus olhos eram lavados repetidamente pelo suor e pela água fria, ele estava apenas tentando apagar o fogo interior, sem notar a bolsa atrás da porta e os desenhos lá dentro!
Isis Silveira ouviu o som da água no banheiro, seu coração subiu à garganta, com certeza seria descoberta desta vez.
...
Ele bateu no peito, respirando pesadamente, pensando como acabou discando o número errado, ele estava muito descuidado.
Não é verdade.
Nilton Oliveira pegou o telefone novamente, verificando o registro de chamadas, agora com o coração batendo ainda mais forte.
Não discou errado!
O número discado era Sombra, mas quem atendeu foi Rafael Mendes.
Ele não teve tempo para pensar, rapidamente ligou novamente para o número de Sombra, mas uma voz mecânica de mulher respondeu: "Desculpe, o número que você ligou está desligado..."
Desligou e tentou ligar para o número de Rafael Mendes, mas também mostrou como desligado!
Rafael Mendes encontrou Sombra, o que ele poderia fazer com ela?
Nilton Oliveira estava desesperado, temendo que Sombra fosse entregue à delegacia por Rafael Mendes. Sombra era um fugitivo, e sua identidade não resistiria a um interrogatório, especialmente quando Rafael Mendes era conhecido por seu hábito de investigar tudo até o fim.
Ele correu em direção à villa do outro lado da rua. Ao vê-lo correr tão apressadamente, Zara percebeu que algo sério estava acontecendo e, antes mesmo de Nilton fazer qualquer pergunta, informou: "O primogênito saiu. Recebeu uma mensagem de uma mulher falando algo sobre... só pra?"

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