"Fantasma, é um fantasma!"
Simone Silveira mergulhava debaixo da cama tremendo de medo, pálida como um fantasma, incapaz de articular suas palavras corretamente.
Isis Silveira vestia uma longa peruca sobre suas roupas brancas, a densidade da peruca quase cobrindo seu rosto por completo.
E, de fato, ela parecia um fantasma!
Ela entrou descalça, segurando a cabeça de uma vassoura e cutucou Simone Silveira com o cabo: "Sai daí, sai."
"Ah, ah... vai embora, me deixa em paz... não me toque!"
Simone Silveira tremia como se estivesse passando por um terremoto, prestes a morrer de medo, gritando inconscientemente, sem sequer saber o que estava gritando.
Isis Silveira segurava seu riso, pensando que essa era toda a coragem que Simone tinha.
"Espero que você aguente um pouco mais, a parte divertida ainda está por vir."
Toda vez que Simone parava de gritar, Isis Silveira a cutucava com a vassoura, fazendo-a gritar ainda mais alto: "Socorro! Alguém me ajude!"
Meia hora depois.
"Socorro..."
"Por favor, vá embora, eu imploro que pare de me assustar."
Simone Silveira ainda estava escondida debaixo da cama, sua voz completamente rouca, mal podendo fazer um som.
Ela já tinha percebido que a pessoa batendo na porta não era um fantasma, mas sim Tânia, ainda mais assustadora, mas mesmo assim não se atrevia a sair.
"Você tem tanto medo de mim assim?"
Isis Silveira terminou sua maquiagem, nem ela mesma podia suportar olhar uma segunda vez, mas agora fingia inocência ao perguntar.
"Sim!"
Simone Silveira sem hesitar: "Por favor, vá embora. Desde que não tenha que te ver, eu faço o que você quiser."
"Era só ter falado antes, teria sido mais fácil se você tivesse concordado logo."
Mal terminou de falar, um pedaço de papel voou em sua direção: "Faça conforme está escrito aqui, e se você reclamar, vai ver só." Essas palavras lhe eram familiares, era assim que Simone Silveira costumava tratar Isis Silveira quando a intimidava.
A peruca foi removida, e apesar de ainda ser difícil de olhar, pelo menos não era tão assustador.
"Quero açúcar no meu leite de soja, não gosto do sabor natural."
"O creme de amendoim tem que ser espalhado uniformemente, como você pode ser tão desajeitada?"
"Deixe para tostar o pão mais tarde!"
"Eu quero ovos cozidos com gema mole, não cozidos demais... e o bacon está muito passado, corte os legumes mais finos, e o bife ao ponto..."
A voz irritante de Tânia continuava sem parar, fazendo exigências detalhadas e meticulosas para apenas um café da manhã.
Ela estava claramente procurando problemas com Simone Silveira - era óbvio.
Ela aguentava não porque era passiva, mas porque secretamente começou a gravar tudo com seu celular, colocando-o em um lugar discreto para capturar a prova!
Palavras vazias são muito insípidas, quando Nilton Oliveira chegar, ela só precisa colocar as evidências diante dele, sem dizer nada, os fatos de Tânia maltratar e enganar serão revelados um a um!
O café da manhã finalmente estava pronto, mas Tânia não caminhou em direção à sala de jantar, e sim em direção ao lugar onde escondia o celular...

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