Hector Neves contou-lhe que, há pouco, diversos fornecedores internacionais de repente lhe enviaram faxes e telefonaram ao mesmo tempo, dizendo que não terão mais os produtos prometidos para o próximo mês!
Isso porque, de forma inesperada, um grande comprador surgiu no mercado internacional de futuros, adquirindo quase todo o níquel disponível para circulação.
Sem esse lote de níquel, Mendes Auge não poderá iniciar a produção; sem produção, não conseguirá entregar os produtos na data acordada no contrato, e o problema é que esse lote é destinado às forças armadas, o que não permite atrasos!
Atrasos significam prisão, sem escapatória.
A voz de Hector Neves tremia: "Rafael, você precisa pensar em algo, o que vamos fazer?"
"Entendi, fique tranquilo, vou resolver essa questão."
Rafael Mendes quase podia adivinhar o porquê do níquel que tanto precisava ter desaparecido de repente.
Aquela mulher estava certa, ela não era Silvia Oliveira!
Ele realmente não queria admitir, mas os fatos estavam bem diante de seus olhos, forçando-o a reconhecer que Silvia Oliveira não teria poder suficiente para manipular o mercado internacional de futuros.
Isis Silveira olhava fixamente para o celular, contando silenciosamente: dezenove, dezoito, dezessete... três, dois, um!
"Trriiiiiiiim"
O toque do celular soou pontualmente, Rafael Mendes ligou de volta exatamente quando ela calculou.
Ao quarto toque, Isis Silveira atendeu: "Sr. Mendes, o que deseja?"
"O que você quer?"
A voz de Rafael Mendes não era mais gentil, e sim fria como sempre.
Mas ela não se importava, zombando: "Ah, o Sr. Mendes deve ter tentado e agora acredita, não é?"
"Acreditar ou não, o que isso muda? Diga diretamente o que você quer, sem rodeios."
"Bem, já que você acredita que não sou Silvia Oliveira, então pare de perturbar seu descanso eterno. Será melhor para todos."
Rafael Mendes concordou: "Certo, mas eu quero te ver."
"Não." Foi rejeitado novamente.
"O apartamento é seu?"
Finalmente, Rafael Mendes fez a pergunta que Isis Silveira não queria enfrentar. Se ela não admitisse, Rafael Mendes não acreditaria totalmente que ela não era Silvia Oliveira.
Ele mandou seus subordinados investigarem a origem do número, que rapidamente retornaram a informação: o número era do próprio Rio de Janeiro, um número antigo usado há cinco anos, registrado em nome de Silvia Oliveira.
Ao ouvir esse nome novamente, seu coração não se abalou, pois isso também confirmava, de certa forma, que Sombra estava certa; nos últimos anos, ela havia usado a identidade de Silvia Oliveira.
Silvia Oliveira realmente havia falecido. Ele ligou para Sr. Oliveira pedindo desculpas e assegurando que não iriam perturbar a paz de Silvia.
Com a promessa de não exumar, todos ficariam sem problemas, e Nilton Oliveira também foi libertado da detenção domiciliar, recuperando sua liberdade.
Sr. Oliveira não era tolo, a súbita mudança de ideia de Rafael Mendes sem qualquer aviso prévio certamente significava que alguém havia interferido.
Para entender exatamente o que estava acontecendo, bastava libertar seu filho.
A primeira coisa que Nilton Oliveira fez ao recuperar sua liberdade foi entrar em contato com Sombra.
"Sombra, Sombra, eu estava de castigo pelos meus pais, você tentou entrar em contato comigo esses dias?"
"Com certeza tentei, você ficou com medo porque eu não respondi, sentiu minha falta?"
"Tenho uma boa notícia para te contar, Rafael Mendes concordou em não abrir o caixão."
"Meu pai me libertou, vou te encontrar agora mesmo, hahaha."

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