O que o exercício queria dizer era, claro, um clima de romance.
Beatriz sorriu e fechou a porta na hora.
Ela ainda precisava se adaptar ao fuso horário e não queria lidar com aquilo.
No momento em que a porta fechou, quase bateu no nariz de Sophia.
Ela ficou com raiva a ponto de querer enlouquecer, mas aquela era a casa de Lorenzo, e ela não podia deixar ninguém ver os defeitos dela.
Ela respirou fundo, pegou o chá para ressaca e foi para o quarto principal.
Quando Beatriz estava pegando no sono, teve a impressão de ouvir barulhos.
Ela virou de lado. Parecia o som de algo batendo na parede.
Ela achava que o som daquela casa de casados não passava pelas paredes. No fim, não era tudo isso.
Ficou irritada, pegou a Melatonina, tomou dois, colocou tampões no ouvido e dormiu tranquila.
A que horas o barulho parou não era problema dela.
Voltou de transferência e tinha que ir cedo à nova empresa amanhã.
No outro dia de manhã.
Ela se arrumou e saiu do quarto. Viu Lorenzo vestido e os dois se encontraram na escada.
Beatriz não ligava mais. Lorenzo, na verdade, não fez nada de errado do começo ao fim. Ele só não a amava.
No passado, ela confiava demais nela mesma e forçou para que os amigos de infância virassem um casal infeliz.
Se ela tivesse deixado para lá mais cedo, o homem não seria tão frio com ela.
Beatriz percebeu. Pelo lado de Lorenzo, ela correndo atrás era de dar um pouco de raiva mesmo.
— Lorenzo, bom dia.
Ela cumprimentou com calma.
Mas Lorenzo só olhou para ela em silêncio por alguns segundos, passou por ela e foi descer as escadas.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa por Contrato, Estranha por Escolha