Ao ver o olhar de mágoa e injustiça nos olhos de Roberto, um instante de confusão passou pelo olhar de Jaqueline.
Por um breve momento, ela teve um pensamento covarde: "Será que eu realmente entendi mal o Roberto?"
Ele parecia tão inocente, até mesmo desesperado. Esse tipo de desespero era exatamente o que Jaqueline sentiu quando Roberto desconfiou dela no passado. Apesar de estar dizendo a verdade, Roberto simplesmente não acreditava nela, preferindo confiar em Ângela, apenas porque Ângela sabia se fazer de vítima.
No entanto, logo em seguida, Jaqueline sentiu raiva de si mesma por ter tido esse tipo de pensamento, achava que não devia pensar assim, pois Roberto já a havia enganado muitas vezes.
"Além disso, a outra envolvida era a Ângela, que é extremamente habilidosa em fingir, como posso compará-la ao George?"
— Eu acredito. — Jaqueline disse friamente.
Ao ouvir essas palavras, Roberto ficou surpreso, e em seu olhar pareceu surgir um traço de incredulidade. Ele a encarou, como se procurasse em seus olhos qualquer vestígio, por menor que fosse, de confiança, mas, no fim das contas, tudo o que escutou não passou de uma ilusão.
O que ele viu nos olhos daquela mulher foi apenas ironia e indiferença. Ela havia dito "eu acredito", mas essas palavras lhe causaram uma dor ainda maior do que se ela tivesse declarado que não confiava nele.
George franziu levemente a testa, demonstrando certo incômodo no olhar.
"Será que Jaqueline realmente acredita em Roberto?"
Naquele instante, parecia que apenas Roberto percebeu o tom de ironia nas palavras de Jaqueline.
Então, ela continuou:
— Roberto, é claro que você nunca fez nada de errado, sempre é culpa dos outros, você está sempre certo, e todo mundo nesse planeta deveria acreditar em você.
Jaqueline segurou o braço de George e disse:
— George, vamos.

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