Roberto parecia ter tomado uma decisão.
O rosto de Ângela revelou espanto, e ela imediatamente ficou inquieta. Ela abriu a boca:
— Roberto, será que isso não vai incomodar demais a Jaqueline e...
— Podemos ficar sim. — George de repente intervém, interrompendo Ângela.
O coração de Jaqueline estremeceu. Ela virou a cabeça e olhou para George, surpresa.
Viu George encarar Roberto, erguer levemente o queixo e dizer:
— Está certo, oportunidades assim são realmente raras.
Em seguida, ele voltou o olhar para Jaqueline:
— Jaqueline, tudo bem para você?
Ele ainda consultou a opinião de Jaqueline.
— George, eu...
Ela queria recusar, mas George apertou firme a mão dela, lançando a ela um olhar cheio de expectativa e súplica.
Jaqueline percebeu algo naquele olhar.
Ela sentiu fortemente que, se não aceitasse, mesmo que saíssem dali naquele dia, George continuaria se atormentando e remoendo o assunto depois de voltar para casa.
Ela achou melhor permitir que ele extravasasse logo seus sentimentos do que vê-lo sofrer em silêncio, escondendo a própria infelicidade.
Jaqueline fixou o olhar nos olhos de George e assentiu levemente com a cabeça.
Roberto franziu levemente as sobrancelhas. Ao ver George e Jaqueline trocando olhares, se comunicando de forma tão sintonizada, sentiu o coração em chamas, ardente e dolorido.
Mesmo assim, manteve uma expressão de calma à força.
Jaqueline se virou para Roberto e disse:
— Está bem, então.
Ao ver que Jaqueline e George haviam concordado, a expressão de Ângela ficou péssima. Ela quis dizer algo, mas ao virar a cabeça e olhar para Roberto, percebeu que a decisão já estava mais do que tomada. Não haveria como mudar aquilo, e insistir só a faria parecer mesquinha. Além disso, sabendo dos sentimentos de Roberto por ela, Ângela não ousava confrontá-lo.

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