O tempo passou rapidamente e, num piscar de olhos, chegou o dia da alta de George. Ele ficou internado no hospital por cerca de vinte e cinco dias, com uma recuperação bastante satisfatória, então só precisaria manter o repouso adequado.
Durante esse período, Jaqueline não foi visitar Roberto em nenhum momento. Parecia mesmo que o vínculo entre ela e Roberto tinha se rompido completamente, como se nada mais restasse entre os dois.
Após refletir cuidadosamente, Jaqueline sentiu que, talvez, assim fosse melhor.
Ao retornar à Mansão dos Cardoso, George ficou bastante satisfeito ao ver o ambiente familiar ao seu redor. Ele experimentou uma leve sensação de contentamento e, vagamente, começou a recordar algumas coisas, embora cada lembrança ainda viesse de forma fragmentada.
Ele já conseguia se locomover livremente e levar uma vida normal, o que fez com que seu humor melhorasse consideravelmente.
À noite, George, depois de tomar banho, foi para o quarto.
Ele viu Jaqueline arrumando a cama e, ao ouvir o barulho atrás de si, Jaqueline se virou e disse:
— George, arrumei a cama para você. Vem descansar logo.
Jaqueline ainda deu algumas batidas no canto da cama e, em seguida, ficou de pé.
Quando estava prestes a sair, de repente, George a abraçou com força e se inclinou para beijá-la.
Jaqueline levou um susto, desviou rapidamente o rosto e empurrou seu peito com força:
— George, o que você está fazendo?
Ao ver a expressão assustada de Jaqueline, George franziu levemente as sobrancelhas, perguntando com desconfiança:
— A gente é marido e mulher. Por que você está tão nervosa?
Jaqueline engoliu em seco e se apressou em afastá-lo, dando alguns passos para trás.
Vendo a rejeição de Jaqueline, a dúvida de George só aumentou:
— Jaqueline, afinal, o que aconteceu? Eu fiz alguma coisa errada?

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