Jaqueline deu leves batidinhas nas costas da mão dele e disse:
— Não tem problema, isso não é culpa sua. Você acabou de sair do coma, não se lembra de nada e está assustado. Isso é perfeitamente normal. Eu entendo o que você está sentindo.
George respondeu:
— Sim, no começo eu estava mesmo com muito medo, sentia vontade de ter você sempre por perto, mas agora estou um pouco melhor. Embora ainda queira que você fique comigo, o que eu mais quero é ver você feliz.
— Só de ver você melhorando aos poucos, eu já fico muito feliz. — Jaqueline pareceu lembrar de algo de repente. — Ah, seu tio veio hoje, né? Quando falou com ele, sentiu alguma lembrança vindo à tona?
George pensou por um momento:
— Tive umas lembranças meio desconexas, tipo uns fragmentos, mas não consigo juntar tudo. Me desculpa.
— Por que está se desculpando comigo? Isso não é culpa sua. Está tudo bem. Mesmo que sejam só fragmentos, já é um bom sinal. Não precisa se apressar, nem forçar nada. Deixar as coisas fluírem pode trazer resultados melhores.
George respondeu:
— Amor, você é maravilhosa, posso te abraçar?
Ele pediu como uma criança pedindo doce.
— Isso...
Vendo que Jaqueline não respondia, George ficou confuso:
— O que foi? Fiz algo errado?
Jaqueline balançou a cabeça:
— Não.
— Então por que não quer me abraçar? — George perguntou com muito cuidado, com medo de parecer exigente demais.
Jaqueline não soube responder àquela pergunta, mas ao ver o olhar desapontado de George, se inclinou e o abraçou suavemente.
O rosto antes abatido de George logo se iluminou com um sorriso. Satisfeito, ele passou os braços ao redor da cintura dela.

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