— Por que você não diz nada? — Vendo o silêncio de Jaqueline, Roberto segurou seus ombros. — Eu te contei todos os meus pensamentos, mas você nunca me disse os seus. Então agora, me diz, o que você realmente pensa.
— Chega. — Jaqueline o empurrou com força. — Você é irritante. Cuida da sua Ângela e para de me incomodar.
Jaqueline se virou e saiu correndo.
— Jaqueline. — Roberto estava prestes a segui-la quando uma voz fraca veio do quarto do hospital. — Roberto, onde você está?
Roberto suspirou, olhou para o quarto e depois para a direção em que Jaqueline havia saído.
"Parece que a Jaqueline realmente não quer me ver. Tudo bem, deixar ela esfriar a cabeça também é bom. Eu tenho medo que, se eu pressionar demais, ela só fuja cada vez mais."
Roberto entrou no quarto e se sentou ao lado da cama:
— Ângela.
— Roberto, o que é aquilo? — Ângela viu uma grande caixa de presente muito bonita, não muito longe.
Roberto mudou de assunto:
— Ângela, tenho uma boa notícia pra você, encontramos um coração compatível.
— O que você disse? — Os olhos de Ângela brilharam. — É verdade?
Roberto respondeu:
— Sim, assim que a família autorizar, a cirurgia pode ser feita imediatamente.
— Ainda precisamos esperar pela autorização da família? E se eles não concordarem? — Ângela perguntou preocupada.
— Não importa o que custe, vou fazer com que a família concorde. — Afinal, o ferido já não podia ser salvo, só poderia viver ligado a máquinas pelo resto da vida, como um morto-vivo.
— Roberto. — Ângela se sentia realmente feliz por dentro. Ela estava com muito medo de morrer e sentia seu corpo ficar cada vez mais fraco.
"Parece que aquele Heitor não me enganou, mas por que ainda precisa da autorização da família da pessoa? Isso é realmente estranho."
Ângela, em sua empolgação momentânea, esqueceu completamente o que havia dentro daquela caixa.
...
No corredor, Jaqueline estava falando com Isabelly ao telefone:
— Você ainda não tem notícias do seu irmão?
— Não sei onde ele foi, ele não atende minhas ligações. Perguntei na empresa, ele não está lá. Também estou muito preocupada.
Jaqueline suspirou:
— O que vamos fazer? Será que aconteceu alguma coisa com ele?
— Jaqueline, não se preocupa, meu irmão não vai ter problemas, ele é adulto e sabe se cuidar. Talvez só precise de um tempo pra esfriar a cabeça.
— Tá bom, Isabelly, se tiver alguma notícia, você me avisa imediatamente, pode ser?

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