Após uma longa espera, ninguém abriu a porta.
Ele pressionou a campainha algumas vezes mais.
— Jaqueline, você tá aí?
Ainda assim, ninguém dentro da casa respondeu.
— Roberto, me solta! — Jaqueline ouviu a voz de George e tentou empurrar Roberto para longe, mas ao saber que George tinha chegado, os olhos de Roberto pareciam lançar chamas.
— De que você tem medo? Tem medo que ele nos veja assim? Ah, eu quase esqueci, vocês se casaram, você agora é a esposa dele! — Os olhos de Roberto transbordavam uma maldade que ela nunca tinha visto antes.
— Já que você sabe, então me solta, Roberto, eu te imploro!
— Implorar? Ha ha. — Roberto riu. — Jaqueline, então eu posso te implorar pra voltar comigo?
— Roberto, por que você tem que me pressionar assim?
— Eu te pressiono? — Roberto disse entre dentes cerrados. — A culpa é do George, se não fosse por ele, nossa relação não teria se tornado assim, tudo é por causa dele!
Roberto gritou como se estivesse enlouquecido.
— Imagina só, ele saber que nós estamos juntos assim, não seria interessante? Você se envolveu com ele enquanto estava comigo. Agora, casada com ele, está de novo comigo. Se é assim, que nenhum de nós tenha paz.
Sem dar a Jaqueline mais chance de falar, ele selou sua boca com força.
— Jaqueline. — George estava do lado de fora, extremamente ansioso. — Jaqueline, você tá aí? Se estiver, por favor, abre a porta. Jaqueline!
Ele levantou a mão e continuou batendo na porta.
Parecia ouvir algo estranho vindo de dentro.
Quanto mais George pensava, mais anormal parecia. Preocupado, ele digitou rapidamente a senha que Jaqueline havia lhe dado anteriormente.
Assim que entrou, ouviu soluços vindos do quarto.
— Jaqueline!
Com um estrondo, George chutou a porta do quarto e viu um homem e uma mulher desarrumados na cama. Roberto pressionou Jaqueline debaixo dele.

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