Isabelly tomou um gole de sua bebida, arregalou os olhos e fixou o olhar neles dois, pensando consigo mesma: "Coragem."
— Por que está em silêncio? — George notou que Jaqueline estava distraída e levantou a mão, acenando levemente diante de seus olhos. — O que aconteceu?
Jaqueline balançou a cabeça:
— Eu quero te contar uma coisa.
— O que é?
Jaqueline estava um pouco nervosa, segurou a bainha de sua roupa e levantou a cabeça para dizer:
— Você não mencionou antes que nós dois deveríamos ter um casamento falso?
George franziu a testa:
— Por que você está trazendo isso à tona agora?
— Vamos agora ver seu pai e dizer a ele que somos um casal. Mesmo que tenhamos que nos casar, tudo bem. — Jaqueline disse isso com firmeza.
Uma expressão de surpresa passou pelo rosto de George:
— Jaqueline, você tem certeza do que está dizendo?
— Eu tenho. — A voz de Jaqueline se elevou. — George, eu sei o que estou dizendo. Vamos, vamos ver seu pai agora.
Ela pegou a mão dele, tentando levá-lo para fora, mas George permaneceu parado no lugar, sem fazer nenhum movimento.
Quando Jaqueline percebeu que não conseguia mover a pessoa atrás dela, ela se virou:
— O que há, você não quer?
George se soltou gentilmente de sua mão e balançou a cabeça:
— Eu não quero.
— Por quê? — Jaqueline perguntou, confusa. — Não foi você quem sugeriu isso no início?
— Sim, eu sugeri no início, mas... — George suspirou. — Aquilo era um último recurso, você não tinha recusado?
— Mas eu mudei de ideia.

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