— Sim. — Disse Dolores, estendendo a mão. — Me dê isso.
O homem colocou um pacote de papel dobrado na palma da mão de Dolores.
Jaqueline arregalou os olhos.
"O que é isso?"
Dolores desdobrou o pequeno pacote branco, revelando uma fina substância em pó.
Ela pegou uma lâmina de metal côncava que o garoto de programa lhe passou e, com ela, pegou um pouco do pó. Em seguida, levou ao nariz e inalou profundamente.
Depois, ela abriu a boca, inclinou a cabeça para trás e, com um semblante de conforto, exclamou:
— Realmente é do bom.
Jaqueline sentiu um arrepio no couro cabeludo e se virou para fugir.
"Meu Deus, ela está consumindo isso tão descaradamente."
— Jaqueline, você está bem? — Perguntou Isabelly, que tinha acabado de ser detida por algumas meninas e, depois de se libertar, correu para procurar Jaqueline.
Jaqueline estava visivelmente agitada:
— Eu preciso sair daqui.
— Tudo bem, vamos logo. — Disse Isabelly e rapidamente a levou para fora, sabendo que Jaqueline era uma pessoa sensata e não suportava uma cena tão perturbadora.
Depois de saírem do camarote, Jaqueline ainda estava perturbada, com o rosto visivelmente corado.
— Isabelly, você viu? Ela estava consumindo... — Jaqueline, com as mãos tremendo, tirou o celular do bolso. — Eu tenho que chamar a polícia.
— Jaqueline. — Interrompeu Isabelly. — Eu entendo seus sentimentos, mas se você chamar a polícia, vai acabar virando inimiga de todos no camarote, incluindo os pais e familiares deles, que são pessoas muito influentes e poderosas. Isso colocaria meu irmão em uma situação muito difícil.

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