— É tudo o que ela gosta, não tem nada que eu goste? — Nádia parecia um pouco invejosa.
Roberto olhou para cima e disse:
— Não sei do que você gosta, você nunca me disse, raramente comemos juntos.
Ele olhava para sua mãe, sem muita expressão no rosto.
O rosto de Nádia endureceu ligeiramente.
Roberto, como se nada tivesse acontecido, continuou a servir Jaqueline.
Jaqueline virou a cabeça, olhando o perfil sério de Roberto, sentindo uma onda de tristeza.
"Será que ele é bipolar? Me machuca de um lado e é gentil comigo de outro."
— Desculpe, vou ao banheiro. — Jaqueline largou os talheres e se levantou.
— Roberto, por que você está tão próximo da sua ex-mulher?
Nádia perguntou, parecendo insinuar algo.
— Ela também me ajudou, qual o problema de eu passar um prato para ela? É uma questão de reciprocidade. — Ele se justificou.
— Ela te ajudou? — Nádia perguntou. — Você está falando daquela noite em que ela ficou acordada na minha casa pesquisando informações sobre o Grupo Nuvem Branca?
Vendo o sorriso irônico no rosto da mãe, Roberto franziu levemente a testa:
— O Grupo Século evitou ser arrastado para baixo pelo Grupo Nuvem Branca, e eu apostei contra o Grupo Nuvem Branca, ganhando uma boa quantia. Isso não foi uma grande ajuda?
— Sim. — Nádia assentiu. — Realmente foi uma grande ajuda, mas...
— Mas o quê? — Roberto insistiu.
Nádia arqueou as sobrancelhas:
— Nada, só acho que certa pessoa é covarde, não tem coragem de dizer a verdade, sempre deixando os outros tristes e magoados.
Com um estalo, Roberto colocou os talheres na mesa, perguntando friamente:

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