No dia seguinte, às nove da manhã, Jaqueline foi despertada pelo som do toque do celular.
Ela abriu os olhos e percebeu que tinha dormido demais, algo atípico, pois geralmente não se levantava tão tarde.
Com os olhos mal abertos e ainda sentindo uma leve tontura, se sentou na cama e pegou o celular para ver quem estava ligando.
Se assustou ao ver o identificador de chamadas e atendeu rapidamente:
— Alô, sogra.
— Você já acordou? — Perguntou Nádia.
— Já acordei. — Jaqueline coçou o cabelo desgrenhado, se sentindo um pouco culpada, como uma criança que foi pega dormindo até tarde e não ousava admitir. — Aconteceu alguma coisa?
— Sim, tenho um compromisso ao meio-dia com Reginaldo. Venha comigo.
— Eu devo ir? Tem certeza?
— Você quer que eu encontre aquele comerciante desonesto sozinha?
— Ah, não, claro que não. — Jaqueline se apressou em explicar. — Sogra, claro que irei com você.
Ela estava envolvida no assunto, pois foi a intermediária para George, pedindo a Nádia para se encontrar com Reginaldo. Agora, ela não podia simplesmente se desentrometer de tudo.
Ela só não esperava que fosse tão de repente.
Nádia disse:
— Então tá, se prepare que eu vou te buscar e vamos juntas ao restaurante.
— Me dê o endereço do restaurante que eu posso ir de carro sozinha.
— Não me venha com desculpas. — Nádia falou friamente. — Eu disse que vou buscar você, e é isso.
Nádia era uma pessoa de poucas palavras, desligou o telefone sem dar a Jaqueline a chance de recusar.
Jaqueline só teve que aceitar.
Se levantou da cama, foi para o banheiro e, ao ver seu reflexo no espelho, levou um susto. Estava pálida, com os olhos vermelhos e inchados.
"Provavelmente é porque chorei muito na noite anterior."

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