Jaqueline retirou o celular do bolso, a chamada era de George.
Ela havia se esquecido completamente que tinha prometido a ele que ligaria para informar que estava segura assim que chegasse.
Jaqueline enxugou as lágrimas do rosto, respirou fundo, tossiu para limpar a garganta e atendeu a ligação:
— Alô.
— Jaqueline, você chegou em casa? Você não me ligou, eu estava um pouco preocupado.
Jaqueline sorriu:
— Obrigada pela preocupação, eu já cheguei em casa, desculpe, esqueci de ligar.
— Tudo bem, que bom que você chegou em casa. Você ainda não jantou, né? Posso levar algo para você comer.
— Não precisa, eu consigo preparar algo, tenho bastante comida na geladeira.
— Então você tem que preparar logo, se lembre de jantar. Não se esqueça, você também tem um filho para cuidar, ele também deve estar com fome. Você e seu filho não estão sozinhos, eu estou aqui. — A voz de George estava cheia de carinho e ternura.
Jaqueline cobriu os lábios, tentando segurar o choro.
"Por que George, que conheci há tão pouco tempo, cuida tanto de mim e presta atenção nos meus sentimentos com tanto zelo? Ele realmente me entende. E Roberto, que conheço há dez anos, é tão cruel comigo. Ele é como um tolo, não entende nada, não entende meu coração, muito menos meu amor. Talvez toda a sua compreensão tenha sido dado a Ângela, e realmente não há espaço para outra mulher."
Embora Jaqueline tentasse conter suas lágrimas, ainda assim, não conseguia impedir que alguns soluços escapassem.
George, ao ouvir vagamente os soluços ao telefone, ficou inquieto.
— Jaqueline, não importa o que aconteça, você nunca estará sozinha.
Jaqueline fechou os olhos com força, não deixando as lágrimas caírem, e bravamente suportou a tristeza em seu coração.
Ela sabia que deveria superar essas emoções negativas, não podia ficar presa nisso.

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